Carlos Oliveira/Semcom

O governo federal anunciou, neste domingo (18/10), a ampliação de seis para 16 aeronaves destinadas ao combate às queimadas no Amazonas. A medida foi confirmada durante a visita de uma comitiva de ministros a Manaus, recebida pelo prefeito Renato Junior, em agenda intermediada pelo senador Eduardo Braga.

A comitiva contou com a presença dos ministros José Múcio Monteiro, da Defesa; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

O encontro, realizado inicialmente no aeroporto Ponta Pelada, também teve a participação do vice-governador Serafim Corrêa e tratou da ampliação das operações de combate aos incêndios florestais que provocam a concentração de fumaça na capital amazonense.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentados pelo prefeito, Manaus concentra apenas 0,6% dos focos de incêndio registrados, embora aproximadamente 2,3 milhões de moradores sejam afetados pela poluição atmosférica.

Renato Junior destacou que a maior parte da fumaça que atinge a capital tem origem em incêndios registrados em municípios do interior e em outros estados, defendendo a atuação conjunta dos diferentes níveis de governo.

Operação terá reforço aéreo e recursos para municípios

Entre as medidas anunciadas está a utilização de equipamentos para lançamento de grandes volumes de água sobre os focos de incêndio.

De acordo com o senador Eduardo Braga, cada lançamento realizado por uma aeronave KC-390 poderá despejar aproximadamente 12 mil litros de água. Cerca de 70 unidades dos equipamentos utilizados nessas operações começaram a chegar a Manaus.

O Ministério da Defesa também instalará um Estado-Maior na capital para coordenar as atividades conjuntas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal deverão atuar no monitoramento por satélite e na realização de perícias para investigar possíveis crimes ambientais relacionados às queimadas.

Segundo o ministro Waldez Góes, o governo federal já reconheceu a situação de emergência decretada pelo Amazonas e liberou R$ 14 milhões ao Estado.

Outros planos de trabalho, que somam aproximadamente R$ 100 milhões e contemplam ações estaduais e municipais, permanecem em análise.

Conforme os dados apresentados pela comitiva, as operações aéreas já acumulam cerca de 300 horas de voo e quase 800 mil litros de água lançados sobre áreas atingidas pelos incêndios. A previsão anunciada é alcançar um milhão de litros nas próximas horas.

Manaus terá reforço na saúde e monitoramento das queimadas

Além das operações de combate ao fogo, o governo federal anunciou a instalação de uma base descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus.

A estrutura deverá acompanhar a evolução dos indicadores relacionados aos impactos da fumaça e auxiliar no planejamento de medidas para reforçar o atendimento à população.

Durante a visita, os representantes federais também participaram de reuniões no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Os encontros tiveram como objetivo alinhar estratégias entre o governo federal, o governo estadual, as prefeituras e as forças de segurança.

A Prefeitura de Manaus foi representada nessas reuniões pelo secretário executivo de Proteção e Defesa Social, coronel Lima Júnior, que destacou a participação do município nas atividades de monitoramento realizadas durante 24 horas.

A administração municipal informou que continuará atuando em conjunto com os órgãos estaduais e federais para ampliar as medidas de enfrentamento às queimadas, reduzir a presença de fumaça na cidade e minimizar os riscos à saúde da população.

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