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A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 15º dia nesta quinta-feira (24) sem acordo entre o banco e as entidades que representam os trabalhadores. Diante do impasse nas negociações, a Caixa decidiu levar a discussão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de um dissídio coletivo.

O procedimento é utilizado quando trabalhadores e empresa não conseguem chegar a um entendimento sobre questões relacionadas a salários, benefícios ou condições de trabalho. Com a abertura do processo, o TST poderá analisar o conflito e, caso não haja acordo entre as partes, estabelecer regras para a continuidade das negociações.

A Caixa informou que irá cumprir as determinações estabelecidas pela Justiça do Trabalho durante o processo. O banco também afirmou que pretende manter o diálogo com as entidades representativas e buscar uma solução para o impasse.

A paralisação começou em 10 de setembro e envolve, entre outros pontos, a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O Comando Nacional dos Bancários deve se reunir nesta quinta-feira para avaliar a situação e definir os próximos passos do movimento.

A decisão da Caixa ocorre um dia após uma nova tentativa de mediação no TST. Na quarta-feira (23), a Vice-Presidência do tribunal reuniu representantes da instituição, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

A audiência foi realizada a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que tenta encontrar uma solução para o conflito. Segundo o TST, apesar das negociações realizadas durante a sessão, não houve consenso entre as partes.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A proposta apresentada pelo banco retira a cobrança por faixa etária e prevê que a instituição assuma o déficit do plano ao longo de 2026.

Para 2027, a proposta estabelece uma contribuição de 3,7% da remuneração-base para o titular, além de cobranças relacionadas aos dependentes e um limite de 9% para o grupo familiar.

As entidades sindicais também apontam pendências envolvendo o trabalho remoto, plano de carreira, empregados contratados após 2018 e mudanças no modelo de atendimento da instituição.

A Caixa afirma que foram realizadas diversas rodadas de negociação e que diferentes propostas foram apresentadas ao longo das tratativas. Segundo o banco, algumas demandas dos trabalhadores foram incorporadas e houve avanços nas discussões, mas não foi possível chegar a um acordo.

Enquanto a greve continua, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e remotos. Entre as opções estão o aplicativo CAIXA, Internet Banking CAIXA, WhatsApp CAIXA e CAIXA Tem.

Também permanecem disponíveis os caixas eletrônicos, casas lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais do Banco24Horas. O atendimento telefônico pelo Alô CAIXA pode ser acessado pelo número 4004 0104 nas capitais e regiões metropolitanas e pelo 0800 104 0104 nas demais localidades.

A instituição informou ainda que o pagamento de benefícios sociais segue normalmente durante a paralisação. Segundo a Caixa, aproximadamente 35 milhões de pessoas recebem mensalmente benefícios sociais por meio do banco.

Os beneficiários podem movimentar os valores pelos aplicativos CAIXA Tem e App CAIXA, inclusive para realizar Pix, pagar contas e boletos, fazer compras e efetuar saques.

Para quem não recebe os benefícios diretamente em conta bancária, a Caixa informa que os saques podem ser realizados com cartão e senha em terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui. Também é possível realizar saque sem cartão por meio de biometria previamente cadastrada, nos terminais de autoatendimento e nas lotéricas.

Informações sobre os benefícios podem ser consultadas pelos aplicativos Benefícios Sociais CAIXA e Bolsa Família, pelo Portal Cidadão e pelo telefone CAIXA Cidadão, no número 0800 726 0207.

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