TAP/Divulgação

A greve geral dos trabalhadores portugueses, marcada para esta quarta-feira (3), provocou o cancelamento de pelo menos 10 voos entre o Brasil e Portugal. As alterações afetam operações das companhias Latam, Azul e TAP Air Portugal, impactando passageiros com viagens programadas nos dois sentidos da rota.

A Latam cancelou quatro voos. Na terça-feira (2), foram suspensas as operações LA8146 e LA8148, ambas no trecho Guarulhos–Lisboa. Já na quarta-feira (3), foram cancelados os voos LA8147 e LA8149, que fariam o trajeto Lisboa–Guarulhos.

Segundo a companhia, os passageiros afetados poderão remarcar a viagem sem cobrança de multa, embora possa haver diferença tarifária dependendo da nova data escolhida. Também é possível solicitar o reembolso integral dos trechos não utilizados.

A Azul também anunciou o cancelamento de quatro voos. Na terça-feira, deixaram de operar os voos AD8750, de Viracopos para Lisboa, e AD8751, de Lisboa para Viracopos. Para quarta-feira, foram cancelados os voos AD8900 e AD8901, nas mesmas rotas.

Como alternativa, a empresa programou voos extras para atender os clientes impactados. O voo AD9700 fará o trajeto Viracopos–Lisboa na quarta-feira, enquanto o AD9701 está previsto para operar entre Lisboa e Viracopos na quinta-feira (4).

Já a companhia portuguesa TAP Air Portugal cancelou dois voos na rota Fortaleza–Lisboa. Foram suspensos o voo TP0036, com saída de Fortaleza na terça-feira, e o voo TP0035, que partiria de Lisboa para a capital cearense na quarta-feira. Outros voos da companhia seguem mantidos até o momento.

Paralisação é contra mudanças na legislação trabalhista

A greve foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), principal central sindical do país, em protesto contra um conjunto de reformas trabalhistas em análise no Parlamento português.

Segundo a entidade, o chamado “Pacote Laboral” prevê medidas que facilitariam demissões, ampliariam a terceirização e incentivariam contratos temporários para funções consideradas permanentes. Os sindicatos também criticam alterações que, segundo eles, enfraquecem as negociações coletivas e reduzem a autonomia da atuação sindical.

Outro ponto contestado é a possibilidade de adoção do banco de horas como forma de compensação das horas extras trabalhadas.

As companhias aéreas orientam os passageiros a acompanhar o status dos voos por meio dos canais oficiais de atendimento, aplicativos e sites, já que novas alterações podem ocorrer em função da paralisação.

Com informações de Metrópoles

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