Reprodução/Casa Branca

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (5/5) que o cessar-fogo com o Irã segue em vigorapesar de ataques recentes contra navios civis, atribuídos às forças iranianas na região do Estreito de Ormuz.

“O cessar-fogo não acabou. Essa é uma operação (para guiar navios retidos em Ormuz) distinta e separada (da guerra)”, declarou Hegseth em coletiva de imprensa.

Em meio ao acordo de cessar-fogo, as tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram recentemente com o anúncio de uma operação dos EUA para “guiar” embarcações para fora do Estreito de Ormuz e ataques iranianos contra navios comerciais.

“Dissemos que iríamos defender e defender agressivamente (a navegação de navios comerciais em Ormuz), e foi exatamente o que fizemos. O Irã sabe disso e, em última instância, o presidente pode decidir se a situação se agravará a ponto de violar o cessar-fogo”, explicou o secretário.

Tensão em Ormuz

  • O Estreito de Ormuz, principal rota do comércio de petróleo do Oriente Médio, está fechado para a passagem de embarcações pelo Irã desde 28 de fevereiro, início da guerra.
  • Os EUA, em resposta, realizam um bloqueio no Mar Arábico contra navios com origem ou destino em portos do Irã.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesse domingo (3/5) que a Marinha americana iniciará uma operação para “guiar” navios retidos em Ormuz. O americano nomeou a ação de “Projeto Liberdade”.
  • O Irã divulgou um mapa alegando ter ampliado a área que controla a navegação na região do Estreito de Ormuz.
  • Nessa segunda, dois ataques a embarcações comerciais foram atribuídos ao Irã: contra um navio sul-coreano e um dos Emirados Árabes Unidos. Os Emirados Árabes também acusam o país persa de ter lançado ataques contra estruturas do país, que foram interceptados.
  • Trump voltou a ameaçar “varrer” o Irã caso navios dos EUA sejam atingidos.

Na entrevista coletiva desta terça, Hegseth reafirmou a operação dos EUA para garantir a navegação de navios retidos em Ormuz, e afirmou que a chamada “Operação Liberdade” é separada e distinta da guerra contra o Irã, batizada pelos EUA de “Operação Fúria Épica”.

“O Projeto Liberdade tem natureza defensiva, escopo limitado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana […] Forças americanas não vão precisar entrar em águas territoriais iranianas ou no espaço aéreo. Não estamos buscando briga, mas o Irã também não pode ser autorizado a bloquear países inocentes e seus bens em águas internacionais”, declarou o secretário do governo Trump.

Com informações do Metrópoles.

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