
Um estudo publicado na revista científica Nature revelou avanços no uso de interfaces cérebro-computador para auxiliar pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA). A pesquisa acompanhou o norte-americano Casey Harrell, que utiliza um implante cerebral capaz de converter sinais neurais em texto exibido em uma tela.
Diagnosticado com ELA há seis anos, Harrell recebeu o dispositivo em 2023. O sistema utiliza 256 microeletrodos implantados no cérebro para captar a atividade neural e transformá-la em palavras, permitindo que ele se comunique com familiares, amigos e colegas de trabalho.
Segundo os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis, os resultados representam um dos acompanhamentos mais longos já realizados com esse tipo de tecnologia.
Tecnologia alcançou alta taxa de precisão
Durante o período de monitoramento, que durou 678 dias, Harrell utilizou o sistema para produzir mais de 183 mil frases. De acordo com os dados do estudo, cerca de 92% das mensagens geradas foram classificadas pelo próprio paciente como corretas.
Além da conversão de pensamentos em texto, o sistema também consegue reproduzir frases utilizando uma versão digital da voz do paciente, construída a partir de gravações realizadas antes da progressão da doença.
Os pesquisadores destacaram ainda que o programa está sendo treinado para reconhecer comandos neurais relacionados ao controle do cursor do computador, ampliando as possibilidades de interação com dispositivos digitais.
Outro ponto considerado relevante pelos cientistas é que o sistema continuou funcionando de forma eficiente no ambiente doméstico, sem necessidade de supervisão constante da equipe de pesquisa.
Os próximos passos do projeto incluem o desenvolvimento de versões sem fio e mais compactas do equipamento, permitindo maior mobilidade e autonomia para os usuários da tecnologia.
Com informações de Metrópoles







