
Uma polêmica envolvendo a tradicional “Rua da Copa”, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste de Manaus, ganhou grande repercussão nas redes sociais após a influenciadora Laíne Andrade afirmar que teria sido impedida de produzir conteúdos publicitários no local sem realizar uma contribuição financeira. O caso abriu debate entre internautas sobre o uso comercial do espaço, conhecido por atrair visitantes durante o período de Copa do Mundo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Laíne demonstrou surpresa e indignação ao relatar a situação. Segundo ela, a exigência de contribuição para gravações em uma via pública causou desconforto.
“Você tem que contribuir para vir para uma via pública, para poder gravar na rua e mostrar a beleza do lugar. Isso acaba se tornando um ponto turístico da cidade e mesmo assim querem cobrar para fazer conteúdo”, declarou a influenciadora.
Laíne também afirmou que a experiência no local acabou sendo frustrante e fez um alerta para outras pessoas que pretendem utilizar o espaço para gravações comerciais.
“Foi a primeira vez que eu vim aqui e, sinceramente, pelo visto vai ser a última. Quem vier pensando em gravar conteúdo publicitário pode acabar sendo barrado e perdendo tempo”, disse.
Após a repercussão negativa, o perfil oficial da “Rua da Copa” divulgou uma nota de esclarecimento negando qualquer cobrança para acesso ao espaço. No comunicado, a coordenação ressaltou que o local é aberto ao público e que visitantes podem circular livremente, tirar fotos, gravar vídeos e aproveitar toda a decoração sem qualquer custo.
A organização explicou, no entanto, que a estrutura montada na rua é fruto de investimento, dedicação e trabalho coletivo da comunidade, motivo pelo qual solicita respeito principalmente em situações envolvendo ações comerciais e promocionais.
“Todos são bem-vindos para viver essa experiência conosco de forma livre e respeitosa”, destacou a nota divulgada pela coordenação.
O comunicado também enfatiza que a decoração da Rua da Copa só é possível graças ao esforço de moradores, apoiadores e colaboradores que ajudam a manter viva a tradição no bairro.

Em meio à discussão, uma empresária dona de uma loja localizada nas proximidades da Rua da Copa saiu em defesa da organização e afirmou que não houve cobrança obrigatória para realização de campanhas publicitárias no espaço.
Segundo ela, antes das gravações de uma ação comercial, houve apenas uma conversa com os organizadores sobre a necessidade de apoio e patrocínio para ajudar nos custos da decoração, mas qualquer colaboração ocorreu de forma espontânea.
“A gente ajudou porque entende que a Rua da Copa virou um cartão-postal do Alvorada e também movimenta o comércio da região. Não fomos obrigadas a pagar nada”, afirmou.
A empresária ainda elogiou o acolhimento recebido durante as gravações e disse que moradores e organizadores ofereceram apoio total à equipe da campanha.
A polêmica continuou repercutindo nas redes sociais e dividiu opiniões entre pessoas que defendem o livre uso do espaço público e moradores que argumentam que o cenário turístico só existe graças ao investimento comunitário feito pelos próprios organizadores.







