
O jornal espanhol AS classificou o futebol brasileiro como um “triturador” de treinadores ao analisar o alto número de demissões na atual edição do Campeonato Brasileiro. A publicação destacou a saída de Fernando Diniz do Corinthians, anunciada após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, na quarta-feira (7), no Beira-Rio.
Segundo o periódico, 19 mudanças de técnicos ocorreram nas primeiras 29 rodadas da competição. Diniz deixou o comando corintiano após acumular sete derrotas consecutivas no Brasileirão, sequência que aproximou a equipe da zona de rebaixamento.
Diniz é demitido pela segunda vez no Brasileirão
O AS também lembrou que Fernando Diniz havia sido demitido do Vasco meses antes, ainda no início do campeonato. Com isso, o treinador se tornou o primeiro a perder o emprego duas vezes na mesma edição do Brasileirão, segundo a publicação espanhola.
“É a primeira vez que um técnico cai duas vezes na mesma edição do Brasileirão. Marca um precedente inédito que aumenta a lista de treinadores que perderam o emprego desde que começou a temporada”, destacou o jornal.
A publicação utilizou o caso de Diniz para ilustrar a frequência das mudanças no comando técnico dos clubes brasileiros ao longo da competição.
Sucesso na Libertadores contrasta com instabilidade
O jornal espanhol também chamou atenção para o contraste entre a presença dominante dos clubes brasileiros nas competições sul-americanas e a instabilidade dos projetos esportivos no país.
Na atual edição da Copa Libertadores, Flamengo, Palmeiras e Fluminense chegaram às semifinais, reforçando a presença brasileira nas fases decisivas do torneio.
“Pode-se afirmar sem medo que o Brasil domina a América do Sul no que diz respeito ao futebol. Uma prova irrefutável é a Copa Libertadores, na qual a hegemonia brasileira se impõe ao resto do continente”, afirmou o AS.
Na sequência, o periódico ressaltou que os resultados internacionais convivem com a elevada rotatividade de treinadores.
“No entanto, esse êxito contrasta com a fragilidade dos projetos esportivos com o elevado número de demissões dos treinadores”, acrescentou a publicação.
A análise coloca em evidência um dos temas recorrentes do futebol brasileiro: a pressão por resultados imediatos e as frequentes mudanças de comando técnico durante as competições.







