
A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, e de outros quatro investigados em um inquérito que apura um suposto esquema de venda irregular de camarotes no estádio MorumBIS.
Além de Casares, a medida também atinge sua ex-esposa, Mara Casares, o ex-diretor das categorias de base Douglas Schwartzmann, o ex-superintendente geral Marcio Carlomagno e a intermediária Rita de Cassia Adriana Prado.
A investigação é conduzida por integrantes do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo. O caso corre sob sigilo.
Segundo as investigações, as suspeitas estão relacionadas à exploração irregular de um camarote ligado à presidência do clube durante o show da cantora Shakira, realizado no MorumBIS em fevereiro de 2025.
O Ministério Público apura possíveis crimes de corrupção privada no esporte e coação no curso do processo. De acordo com as investigações, o espaço teria sido repassado para a realização de um evento privado, com posterior comercialização de ingressos por intermédio de terceiros.
A apuração ganhou força após a divulgação de um áudio em que participantes do suposto esquema mencionariam benefícios financeiros obtidos com a venda dos acessos ao camarote. O caso veio à tona quando uma intermediária acionou a Justiça alegando não ter recebido pagamentos relacionados à comercialização dos ingressos.
Após a repercussão das denúncias, Mara Casares e Douglas Schwartzmann deixaram seus cargos no clube. Já em janeiro deste ano, Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo poucos dias após o Conselho Deliberativo aprovar a abertura de um processo de impeachment. Atualmente, o clube é presidido por Harry Massis Júnior.
A defesa de Julio Casares foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.







