
A Hickmann Serviços Ltda., empresa ligada à apresentadora Ana Hickmann, teve mais um recurso rejeitado pela Justiça de São Paulo no processo que envolve o leilão de um apartamento em Perdizes, na zona oeste da capital paulista. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (24).
A disputa judicial envolve uma cobrança da Informação com Ênfase (Ice Propaganda Ltda.), relacionada a um empréstimo firmado em setembro de 2023. Atualmente, a execução envolve uma dívida de aproximadamente R$ 11,3 milhões, segundo registros judiciais e reportagens sobre o caso.
Leilão do apartamento é mantido
Na decisão mais recente, a Justiça rejeitou o pedido da Hickmann Serviços para suspender a hasta pública, mantendo a realização do leilão do imóvel.
Por outro lado, foi determinado que a expedição da carta de arrematação e a transferência do apartamento permaneçam suspensas até uma nova deliberação judicial. Na prática, o leilão pode prosseguir, mas uma eventual venda não resulta imediatamente na transferência definitiva do imóvel.
O apartamento está localizado em Perdizes e foi avaliado em aproximadamente R$ 5,2 milhões. A segunda etapa do leilão começou em 18 de setembro e tem lance mínimo de cerca de R$ 4,16 milhões, com encerramento previsto para 8 de outubro.
Defesa de Ana Hickmann questiona assinatura
A defesa da apresentadora contesta a validade do contrato que originou a cobrança. Os advogados afirmam que a assinatura de Ana Hickmann teria sido falsificada e que o caso está sob investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Uma perícia grafotécnica foi autorizada para analisar a autenticidade da assinatura. A defesa também questiona se os recursos do empréstimo foram efetivamente destinados à Hickmann Serviços.
A alegação de falsificação, contudo, ainda está sob apuração e não representa uma conclusão definitiva sobre a existência de fraude.
Recurso ao STJ já havia sido rejeitado
A empresa também tentou reverter decisões anteriores no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo as informações apresentadas no processo, o recurso foi rejeitado em julho de 2026 e o caso retornou ao Tribunal de Justiça de São Paulo após o trânsito em julgado.
A decisão mais recente, portanto, mantém a realização do leilão, mas preserva a suspensão da transferência do imóvel enquanto permanecem em discussão questões relacionadas ao contrato e à validade da assinatura.
A Ice Propaganda, por sua vez, sustenta a legitimidade do crédito e defende a manutenção do leilão.







