
Setembro deve ser marcado por temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, mas a distribuição das chuvas será bastante desigual entre as regiões. Segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar volumes de chuva superiores ao normal para o período, enquanto partes do Norte e do Nordeste devem enfrentar um cenário mais seco. O mês também marca a chegada da primavera, prevista para o dia 22.
A previsão considera as condições climáticas esperadas para todo o mês e ocorre após um agosto que terminou com temperaturas elevadas em diferentes partes do país. O cenário de calor deve continuar em setembro, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
No Sudeste, a expectativa é de chuva acima da média em praticamente toda a região. A principal exceção fica no extremo norte de Minas Gerais, onde os volumes podem ficar abaixo ou próximos do padrão esperado para o período.
No Sul, o maior destaque é o Rio Grande do Sul, especialmente em áreas onde a previsão indica volumes superiores à média histórica. Já no oeste, sudoeste e nordeste gaúcho, além do leste de Santa Catarina, a tendência é de precipitações próximas do normal.
No Centro-Oeste, a chuva deve ficar acima da média no centro-norte e sudeste de Mato Grosso, além do sul, sudoeste e sudeste de Goiás e de grande parte de Mato Grosso do Sul. A maior presença de umidade pode favorecer algumas atividades agrícolas, embora também possa dificultar trabalhos de campo em determinados períodos.
A situação será mais irregular no Nordeste. A previsão aponta menor volume de chuva na faixa leste da região, incluindo o centro-leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, além do nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas. Por outro lado, o sul do Piauí, o sudoeste do Maranhão e áreas do oeste e sudeste da Bahia podem receber precipitações acima da média.
No Norte, a tendência é de um mês mais seco em boa parte de Roraima, Amazonas e Pará. Rondônia, o oeste do Acre, o centro e norte do Amapá e alguns pontos do Amazonas e do Pará, no entanto, podem registrar chuvas dentro ou acima do esperado.
Além da irregularidade nas precipitações, o calor deve ser um dos principais destaques do mês. O Inmet prevê temperaturas acima da média em grande parte do território nacional, com os maiores desvios concentrados em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
No centro e sudeste do Pará e no extremo oeste do Tocantins, as temperaturas podem ficar até 2°C acima da média para setembro. Já no Matopiba, no centro da Bahia, centro-leste de Mato Grosso e em grande parte de Goiás, a previsão indica temperaturas até 1,5°C superiores ao padrão.
O mesmo desvio de até 1,5°C é esperado para Minas Gerais, Espírito Santo e grande parte do Rio de Janeiro. Em São Paulo, o leste do estado pode registrar temperaturas até 1°C acima da média, enquanto as demais áreas devem permanecer próximas dos valores normalmente observados no mês.
Na Região Sul, as temperaturas devem ficar próximas da média na maior parte dos estados. A exceção fica para o leste do Paraná, onde os termômetros podem registrar valores até 0,6°C acima do normal.
De forma geral, a previsão indica temperaturas de até 2°C acima da média no centro e sudeste do Pará e no extremo oeste do Tocantins. Desvios de até 1,5°C são esperados no Matopiba, centro da Bahia, centro-leste de Mato Grosso, grande parte de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e grande parte do Rio de Janeiro. Já o leste de São Paulo e outras áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem ter temperaturas até 1°C superiores ao padrão.
Os diferentes cenários de chuva e temperatura também devem ter impactos sobre a agricultura. No Norte e em áreas do Nordeste, a combinação de menos chuva e temperaturas mais elevadas pode contribuir para o ressecamento do solo e aumentar a necessidade de irrigação nas propriedades rurais.
No Centro-Oeste, por outro lado, o excesso de chuva em algumas áreas pode atrapalhar o andamento da colheita de culturas como algodão, milho, sorgo e feijão. O impacto dependerá da intensidade e da distribuição das precipitações ao longo do mês.
No Sudeste, a maior disponibilidade de água no solo tende a favorecer as condições para algumas atividades agrícolas. A chuva pode contribuir para a florada do café e melhorar a umidade necessária para o desenvolvimento das lavouras. Em São Paulo, o cenário também pode favorecer o início do plantio da soja e beneficiar áreas destinadas à produção de laranja.
No Sul, a maior umidade prevista exige atenção dos produtores, principalmente nas lavouras de trigo e aveia, que podem ficar mais suscetíveis ao surgimento de doenças. Em contrapartida, a previsão de temperaturas mais próximas do normal e a menor possibilidade de episódios de frio intenso podem reduzir o risco de ocorrência de geadas fortes em determinadas áreas.
Com a chegada da primavera no dia 22, o padrão climático tende a começar a mudar gradualmente em diferentes regiões do país. Ainda assim, a previsão do Inmet para setembro reforça que o mês deverá combinar calor acima do normal com uma distribuição bastante irregular das chuvas, exigindo atenção de moradores, produtores rurais e autoridades diante das diferenças entre cada região.







