Foto: Samuel Estevão/Fato Amazônico

A candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL) utilizou as considerações finais do primeiro debate da Band Amazonas, realizado na noite deste domingo (9), para se apresentar como uma alternativa aos políticos que já passaram pela administração pública estadual e defender uma ruptura com o que classificou como “mais do mesmo”.

Em um discurso direcionado ao eleitor, Maria citou problemas na saúde, segurança e educação e argumentou que a insatisfação com esses serviços deveria levar a uma mudança na escolha para o Governo do Amazonas.

“Ninguém muda escolhendo mais do mesmo. Não existe a possibilidade de ter mudança com alguém que já te prometeu e não cumpriu”, afirmou.

A candidata também declarou que “sete em cada dez amazonenses querem essa mudança”, utilizando o argumento para reforçar a estratégia de apresentar sua candidatura como contraponto aos adversários com trajetória na política e na administração pública.

“Você acha que a saúde está boa como está?”

Maria do Carmo iniciou suas considerações finais fazendo uma sequência de perguntas diretamente ao eleitor.

“Quando chegar a hora de escolher o próximo governo, faça algumas perguntas a si mesmo: você acha que a saúde está boa como está? A segurança? A educação? Se a sua resposta for não, você já escolheu um lado — e essa mudança está com a gente”, declarou.

Durante o debate, a candidata já havia recorrido à sua trajetória empresarial e educacional para rebater questionamentos sobre a ausência de experiência em cargos executivos públicos.

Maria sustentou que pretende aplicar no Governo do Amazonas práticas administrativas adquiridas na iniciativa privada, especialmente nas áreas de gestão e controle de recursos.

Maria dispara contra adversários

O tom ficou mais duro quando Maria do Carmo passou a estabelecer diferenças entre sua trajetória e a dos adversários.

“Nós somos a única candidatura que pode falar de mudança, porque não vamos para o Caribe fazer festa com dinheiro público, nem colocamos no gabinete pessoas com ligações suspeitas”, disparou.

No material divulgado sobre sua participação no debate, a candidata não identifica, nesse trecho, a quais adversários especificamente dirigiu as duas acusações.

Maria afirmou ainda ter construído seu patrimônio por meio da atividade empresarial e voltou a apresentar sua experiência profissional como credencial para administrar o Estado.

“Construí tudo o que tenho trabalhando, empreendendo, gerando empregos e transformando vidas por meio da educação. E é toda essa experiência da gestão privada que eu quero levar para o Governo do Amazonas, para tratar o dinheiro público com respeito”, afirmou.

Experiência vira ponto de confronto com David Almeida

A experiência administrativa, aliás, esteve no centro de um dos principais embates entre Maria do Carmo e David Almeida (Avante).

David questionou a candidata sobre projetos privados que não foram concluídos, citando especificamente o Tropical Hotel e a Santa Casa de Misericórdia.

Maria reagiu questionando a trajetória do adversário fora da administração pública.

“O que o senhor criou na sua vida?”, perguntou.

Ela afirmou ter construído uma instituição de ensino “do zero” e utilizou sua atuação no setor educacional como argumento para sustentar que possui experiência administrativa mesmo sem ter comandado anteriormente o Executivo estadual ou municipal.

“O Amazonas tem que deixar de ser apenas o maior para ser o melhor”

Nas considerações finais, Maria também explorou o potencial econômico e ambiental do Amazonas.

A candidata citou a dimensão territorial, a floresta, os rios e a biodiversidade e afirmou que essas riquezas precisam resultar em melhores condições de vida para a população.

“O Amazonas é o maior Estado da federação, tem a maior floresta, o maior rio e a maior biodiversidade do planeta. Essa riqueza tem que ser produzida por nós, pelo seu povo”, afirmou.

Maria encerrou sua participação reforçando o discurso que adotou durante a noite: apresentar sua candidatura como uma ruptura com os grupos políticos que já exerceram o poder no Amazonas.

“O Amazonas tem que deixar de ser apenas o maior para ser o melhor. Eu, como você, estou cansada de esperar por uma mudança que jamais chega escolhendo os mesmos. Eu, assim como todos vocês, quero mudança”, concluiu.

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