A pré-candidata ao governo, professora Maria do Carmo (PL), lançou nesta terça-feira, 03, uma série de indagações (22 no total) – endereçadas a seus adversários políticos – especificamente sobre a nota do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) obtida pela Fametro, instituição de ensino de sua propriedade.

Maria do Carmo, um dos nomes que mais tem crescido como provável candidata na disputa sucessória ao governo do Amazonas, segundo as pesquisas de intenção de voto, indagou, por exemplo, por que a nota Enamed virou febre passou a ser usada nas hostes mais retrógadas da política local? Seria para tentar desviar a discussão sobre o que realmente importa no Amazonas?

Segundo Maria do Carmo, independentemente das críticas direcionadas ao MEC e ao Inpe, primeira edição do exame, aplicada em outubro de 2025, o curso de Medicina da Fametro ainda está em revisão pelo Ministério da Educação.

Outra indagação recorrente sobre a saúde, Maria do Carmo levantou a seguinte questão, direcionada, também, para o que nominou de ‘velha política e seus meninos de recado’: “o problema da saúde começou agora ou ele existe há décadas”?

À título de exemplo, ela enfatizou, a negligência com a saúde pública no Amazonas, lembrando que, de acordo com os dados oficiais do Datasus e do próprio Ministério da Saúde, o Estado tem menos leitos hospitalares por habitante do que o recomendado para atender a população.

Nesse mesmo compasso, ela destacou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem revelado as dificuldades históricas de acesso à saúde, principalmente para quem mora fora da capital.

“Quem esteve no poder por anos conseguiu mudar esse cenário?”, questionou a professora. “Quando foram prefeitos, governadores ou senadores, resolveram o problema dos hospitais, a falta de médicos no interior, a espera por exames e cirurgias? Gostaria que respondesses a essas indagações”, provocou.

“Foram 22 perguntas que fiz neste vídeo. Perguntas que a população merece ver respondidas. Se tiverem a coragem que eu tenho, que respondam. Agora, o Amazonas espera a velha política se pronunciar”, finalizou.

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