
A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, revelou nesta quinta-feira (9), durante entrevista ao podcast Arena Política, que a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) manifestou o desejo de vê-la disputando as eleições de 2026 como candidata a vice-governadora. Apesar da preferência da direção nacional da legenda, ela afirmou que essa possibilidade está completamente descartada.
“Isso é um desejo da Executiva Nacional, mas não tem a menor chance”, declarou a empresária ao ser questionada sobre a possibilidade de abrir mão da candidatura ao governo para integrar outra chapa majoritária.
Segundo Maria do Carmo, o PL vive um momento de fortalecimento político no Amazonas e reúne condições para disputar o comando do Executivo estadual como cabeça de chapa, sem assumir um papel secundário na eleição.
“O PL tem hoje envergadura para ser o cabeça de chapa, jamais para ser o coadjuvante num processo eleitoral majoritário”, afirmou.
Ela explicou que, diante do nível de competitividade alcançado por sua pré-candidatura, não faria sentido desistir da disputa para ocupar a vaga de vice. Na avaliação da empresária, sua candidatura representa os eleitores identificados com a direita e com o projeto político defendido pelo partido no estado.
“Hoje, realmente, eu penso que quem encarna não só os objetivos da direita, do PL e do desejo de mudança aqui no Amazonas sou eu”, disse.
Maria do Carmo também afirmou que uma eventual mudança de estratégia seria vista como uma frustração para seus apoiadores, que, segundo ela, depositam expectativas em sua candidatura ao Governo do Estado.
Ao ser novamente questionada sobre uma eventual composição como vice, reforçou que não existe qualquer possibilidade de mudança.
“De jeito nenhum. Não tem a menor chance. Pode ter certeza. Estou firme na pré-candidatura. O que estamos analisando agora é apenas a escolha do vice”, afirmou.
Vice ainda está em discussão
Embora tenha descartado ocupar a vice de qualquer outro pré-candidato, Maria do Carmo deixou aberta a possibilidade de receber nomes de outras forças políticas para compor sua chapa.
Questionada se aceitaria um dos atuais pré-candidatos ao Governo do Amazonas como vice, respondeu que essa discussão poderá acontecer no momento oportuno.
“Aí sim é outra história. A gente pode conversar”, afirmou.
Críticas à influência política no interior
Durante a entrevista, a pré-candidata também comentou relatos de que prefeitos estariam dificultando sua agenda em alguns municípios do interior por razões políticas.
Segundo ela, esse comportamento ainda faz parte da cultura política, mas precisa ser superado.
“Os prefeitos precisam entender que o povo não tem dono. Prefeito é servidor público e está ali para administrar a cidade, não para controlar a vontade das pessoas”, declarou.
Maria do Carmo disse que, apesar das pressões e das dificuldades enfrentadas em algumas localidades, tem recebido demonstrações espontâneas de apoio durante suas visitas ao interior do Amazonas.
Ela citou como exemplo um encontro em Urucurituba, onde uma moradora teria viajado cerca de duas horas de rabeta, por conta própria, apenas para encontrá-la.
“Ela me disse que colocou combustível na rabeta e viajou duas horas para dizer que eu era a esperança dela. Isso aumenta ainda mais a responsabilidade que tenho com essas pessoas. Eu não falharei”, concluiu.







