
Uma médica foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná pela morte de seis crianças e recém-nascidos em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica de um hospital, em Campina Grande do Sul. Ela era diretora técnica da unidade. O documento foi recebido pelo Judiciário na segunda-feira (17/8).
As crianças morreram de choque séptico e falência múltipla de órgãos, após uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no interior do setor. As mortes ocorreram entre maio e julho de 2024.
Segundo a denúncia, a médica não seguiu regras técnicas da profissão e agiu com grave negligência ao se omitir na fiscalização e na garantia de aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança.
A conduta dela teria permitido um ambiente propício à contaminação cruzada. Entre as más condutas citadas estão a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes distintos, a falta de higiene, incluindo privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.
“Do que se apurou na investigação, a agora ré agiu com grave negligência técnica ao se omitir da fiscalização e aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança, permitindo que surgisse um ambiente de contaminação cruzada através de práticas inaceitáveis”, disse o promotor Éder Teodorovicz.
O Ministério Público também pediu uma indenização de R$ 50 mil para cada família afetada. Com Metrópoles.







