Coronel Menezes relembrou sua atuação na defesa da Zona Franca de Manaus durante a discussão sobre o Decreto do IPI

Em meio ao debate sobre a proteção da Zona Franca de Manaus (ZFM), o ex-superintendente da Suframa e pré-candidato a deputado federal, Coronel Menezes, voltou a destacar sua participação nas articulações que resultaram na suspensão dos efeitos do chamado “Decreto do IPI”, medida anunciada pelo governo federal em 2022 e que gerou forte reação do setor produtivo amazonense.

Durante entrevista ao programa Poder Político, Menezes afirmou que atuou diretamente na mobilização de lideranças empresariais, representantes de entidades de classe e autoridades estaduais para demonstrar ao então presidente Jair Bolsonaro os possíveis impactos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a economia do Amazonas.

Segundo ele, a preocupação era que a medida reduzisse uma das principais vantagens competitivas da Zona Franca de Manaus, comprometendo a atração de investimentos e colocando em risco milhares de postos de trabalho gerados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM).

Menezes relatou que participou de reuniões e articulações que buscaram sensibilizar o governo federal sobre a importância estratégica da Zona Franca não apenas para o Amazonas, mas para toda a região amazônica. De acordo com ele, a defesa do modelo econômico exigiu união entre o setor produtivo, representantes políticos e instituições ligadas ao desenvolvimento regional.

Na avaliação do ex-superintendente da Suframa, a suspensão dos efeitos do decreto representou um momento importante para preservar a segurança jurídica das empresas instaladas no Polo Industrial e evitar prejuízos à economia local.

Ao relembrar o episódio, Menezes destacou que sempre manteve posicionamento favorável à manutenção dos incentivos e mecanismos de competitividade assegurados à Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a defesa do modelo está diretamente ligada à preservação de empregos, geração de renda e fortalecimento da economia do estado.

O ex-superintendente também afirmou que sua trajetória na vida pública esteve associada à proteção dos interesses da Zona Franca, considerada o principal motor econômico do Amazonas. Para Menezes, a manutenção do modelo continua sendo fundamental para garantir oportunidades e desenvolvimento sustentável para a população amazonense.

Criada há mais de cinco décadas e protegida constitucionalmente até 2073, a Zona Franca de Manaus é responsável por concentrar grande parte da atividade industrial do estado e permanece no centro das discussões sobre políticas de desenvolvimento regional e incentivos fiscais na Amazônia.

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