Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda abriu um processo para investigar a Betano após a plataforma ofertar apostas relacionadas à convocação da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo de 2026.

Segundo informações obtidas pela coluna, uma autoridade da pasta confirmou reservadamente a abertura da apuração e afirmou que esse tipo de aposta não é autorizado no Brasil.

“Quem oferecer será fiscalizado e sancionado”, declarou a fonte ligada ao ministério.

Apostas envolviam convocação de jogadores

A Betano chegou a transmitir ao vivo no YouTube o anúncio da lista feita pelo técnico Carlo Ancelotti e disponibilizou apostas sobre quais jogadores seriam convocados para disputar a Copa do Mundo FIFA de 2026.

Entre os mercados oferecidos estava a convocação de Neymar, atacante do Santos Futebol Clube.

Na tarde desta segunda-feira (18), a plataforma exibia odd de 1.15 para a presença do jogador na lista final da Seleção.

Lei brasileira proíbe esse tipo de mercado

A Lei nº 14.790/2023 estabelece que as empresas de apostas podem operar apenas sobre eventos esportivos organizados oficialmente.

A convocação de jogadores não se enquadra entre os mercados autorizados pela regulamentação brasileira.

Em nota oficial, o Ministério da Fazenda informou que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) acompanha e fiscaliza o cumprimento das regras aplicáveis ao mercado de apostas esportivas no país.

“A regulamentação estabelece quais mercados de apostas podem ser ofertados pelas operadoras autorizadas, sendo vedada a disponibilização de mercados não previstos”, informou a pasta.

Empresa pode sofrer punições

Caso irregularidades sejam confirmadas, a legislação prevê punições que variam conforme a gravidade do caso e eventual reincidência da empresa.

As sanções podem incluir:

  • advertência;
  • aplicação de multas;
  • suspensão das atividades;
  • até cassação da licença de operação no Brasil.

Segundo o Ministério da Fazenda, eventuais indícios de irregularidades são analisados pela SPA, que pode instaurar procedimentos administrativos de fiscalização.

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