
O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24/9) um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 no SUS para o tratamento da obesidade.
A solicitação inclui medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. A eventual disponibilização gratuita das chamadas canetas emagrecedoras ainda depende da análise técnica e das etapas necessárias para a incorporação de novas tecnologias à rede pública.
O governo federal anunciou anteriormente a intenção de oferecer esses medicamentos pelo SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a prioridade deverá ser para pacientes com obesidade grave, doenças associadas ou indicação para cirurgia bariátrica.
Atualmente, um protocolo com cerca de 250 pacientes é realizado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. Os participantes apresentam obesidade grave ou associada a outras condições de saúde e indicação para cirurgia bariátrica. Os resultados deverão contribuir para a definição dos critérios de uma eventual ampliação do tratamento.
Conitec avaliará incorporação ao SUS
No pedido, o Ministério da Saúde cita diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo e a ampliação da oferta desses medicamentos no mercado brasileiro.
A pasta também aponta uma redução de 70% nos preços das canetas no país em menos de um ano, atribuída ao aumento da concorrência. Até o momento, 25 medicamentos desse tipo foram registrados no Brasil, sendo 14 em 2026, segundo o ministério.
Dados apresentados pela pasta indicam ainda que a prevalência da obesidade entre os brasileiros passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.
A análise da Conitec deverá considerar aspectos como eficácia, segurança, impacto orçamentário e custo-efetividade antes de uma eventual incorporação dos medicamentos ao SUS.
Com informações de Metrópoles







