
O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, foi morto em um ataque à sua residência, informou o governo em um comunicado lido na televisão estatal neste domingo (26 de abril), marcando uma morte de alto perfil durante os ataques coordenados realizados um dia antes por insurgentes.
Um carro carregado de explosivos, conduzido por um homem-bomba suicida, atingiu a casa de Camara na cidade de Kati, perto de Bamako, desencadeando um tiroteio no qual ele foi ferido e posteriormente morreu no hospital, disse o porta-voz do governo, Issa Ousmane Coulibaly, em um comunicado divulgado pela imprensa. O governo decretou dois dias de luto nacional.
O grupo afiliado regional da Al-Qaeda, Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, conhecido como JNIM, cooperou com um grupo rebelde dominado por tuaregues para realizar ataques simultâneos em mais de meia dúzia de locais em todo o país, de acordo com alegações de ambos os grupos.
O governo não divulgou o número total de mortos.
Os ataques atingiram locais próximos a Bamako, incluindo Kati e a área do aeroporto, bem como cidades do norte como Mopti, Sevare e Gao, enquanto a situação na cidade estratégica de Kidal permanecia incerta. A Frente de Libertação de Azawad (FLA), liderada pelos tuaregues, afirmou ter tomado a cidade, mas o exército do Mali disse que as operações estavam em andamento.
O ataque evidencia a ameaça persistente que o governo militar de Assimi Goita enfrenta, o qual tem lutado para conter a violência insurgente apesar da intensificação das operações. As Nações Unidas condenaram os ataques e apelaram a uma resposta internacional ao agravamento da insegurança em todo o Sahel.
Com informações da CNN Brasil.







