
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, de 52 anos, investigada por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A decisão foi tomada após o descumprimento de medidas cautelares impostas pela Corte, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Natural do Rio Grande do Sul e moradora de Petrolina (PE), Taís havia firmado, em março de 2024, um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR), no qual admitiu participação em um acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Novas provas levaram à revogação do acordo
Em março deste ano, Alexandre de Moraes rescindiu o acordo após a Polícia Federal analisar dados extraídos do celular da investigada. Segundo a PGR, as informações indicariam que sua participação nos atos foi mais ampla do que a relatada inicialmente.
De acordo com a investigação, registros de geolocalização apontam que o aparelho de Taís esteve na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro. A Polícia Federal também afirma ter encontrado vídeos que a mostram no local, além de mensagens em que ela menciona a participação de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) como alternativa para retirar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo.
Ao determinar a prisão, Moraes considerou que a investigada não compareceu para instalar a tornozeleira eletrônica. Segundo a decisão, a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco informou que realizou diversas tentativas de contato, mas não conseguiu localizá-la.
Com informações de Metrópoles







