Foto: Reprodução/STF

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Octávio Pires e Albuquerque Gallotti morreu neste domingo (26), aos 95 anos. A informação foi confirmada pela assessoria da Corte. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.

Gallotti integrou o STF entre novembro de 1984 e outubro de 2000. Indicado pelo então presidente João Figueiredo, foi o último ministro nomeado para a Corte durante o regime militar. Entre 1993 e 1995, presidiu o Supremo e, em razão da linha sucessória, assumiu interinamente a Presidência da República em duas ocasiões, no ano de 1994.

Antes de chegar ao STF, construiu uma longa trajetória no Ministério Público e nos órgãos de controle. Atuou como assistente do procurador-geral da República entre 1954 e 1956, foi procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) e assumiu o cargo de procurador-geral do órgão em 1966. Em 1973, tornou-se ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), instituição que também presidiu antes de ser indicado ao Supremo.

No âmbito da Justiça Eleitoral, Gallotti exerceu funções de destaque no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Inicialmente foi ministro substituto e, posteriormente, ministro titular, chegando aos cargos de vice-presidente e presidente da Corte no início da década de 1990.

Em outubro de 2000, deixou o STF ao completar 70 anos, idade que, na época, determinava a aposentadoria compulsória dos ministros. Sua cadeira foi ocupada por Ellen Gracie, que se tornou a primeira mulher a integrar o Supremo Tribunal Federal.

Luiz Octávio Gallotti também fazia parte de uma família tradicional no meio jurídico brasileiro. Era filho do ex-ministro do STF Luiz Gallotti, pai da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Isabel Gallotti e sogro do ministro do Tribunal de Contas da União Walton Alencar Rodrigues. Sua trajetória foi marcada pela atuação em importantes instituições do Judiciário, do Ministério Público e dos órgãos de controle ao longo de mais de quatro décadas de vida pública.

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