
O Ministério Público do Estado do Amazonas orientou o delegado Marcelo Martins a evitar conceder entrevistas sobre a investigação da morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, até a conclusão do inquérito policial. A recomendação, segundo o órgão, tem caráter cautelar e busca garantir o andamento regular das apurações.
A manifestação foi divulgada por meio de nota oficial, na qual o MP esclarece que não houve determinação formal para impedir entrevistas, mas sim uma orientação para que a autoridade policial adote cautela neste momento da investigação.
De acordo com o Ministério Público, a medida visa evitar a criação de elementos que possam gerar questionamentos sobre a condução do caso, especialmente diante de pedidos apresentados pela defesa para afastamento do delegado responsável.
O órgão também informou que o inquérito tramita sob sigilo judicial, o que limita a divulgação de informações ao público. Ainda conforme a nota, a investigação está em fase final, com prazo ampliado para a conclusão dos trabalhos.
Na mesma manifestação, o MPAM reforçou o entendimento de que o delegado deve permanecer à frente das investigações até o encerramento do procedimento, destacando que a orientação não tem caráter obrigatório, mas preventivo.
Caso Benício
O caso envolve a morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, que faleceu após receber uma dose de adrenalina por via intravenosa durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus.
A morte da criança gerou repercussão e mobilizou autoridades, com investigação em curso para apurar as circunstâncias do procedimento médico e eventuais responsabilidades.








