
O ex-governador Wilson Lima se manifestou publicamente após o caso de atropelamento de cães no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus, e defendeu punição rigorosa ao responsável. Em publicação nas redes sociais, ele classificou o episódio como revoltante e reforçou que o estado dispõe de mecanismos legais e estruturais para combater maus-tratos a animais.
“Espero que o sujeito que teve coragem de fazer isso seja punido. Não aceito maus-tratos a animais”, afirmou. Na mesma manifestação, Wilson Lima destacou a existência do Hospital Público Veterinário do Amazonas, apontando a unidade como uma das principais entregas voltadas à proteção animal no estado.
O caso ganhou grande repercussão após imagens mostrarem o momento em que um motorista invade a calçada e atinge um grupo de cães. Uma cadela morreu no local e outros cinco animais ficaram feridos — dois deles permanecem internados sob cuidados veterinários, segundo a Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet).
Prisão e investigação
O suspeito, identificado como Jefferson Figliuolo, foi preso no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes enquanto tentava embarcar para São Paulo. Após a detenção, ele foi conduzido ao 19º Distrito Integrado de Polícia.

Durante a abordagem, vídeos que circularam nas redes sociais mostram o homem afirmando que repetiria a ação, o que aumentou ainda mais a indignação pública. A Justiça manteve a prisão preventiva após audiência de custódia.
De acordo com o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), Guilherme Antoniazzi, a investigação segue em andamento para esclarecer as motivações do crime e reunir mais elementos.
Rede de proteção e denúncias
Na publicação, Wilson Lima também incentivou a população a denunciar casos de maus-tratos por meio do aplicativo “Meu Pet Amazonas”, ferramenta que permite registros anônimos.
Os cães atingidos são considerados animais comunitários e eram cuidados por moradores da região, que forneciam alimentação e água no local. O caso foi inicialmente denunciado por protetores independentes e segue sendo acompanhado pelas autoridades.







