
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Givancir Oliveira, anunciou que 70% da categoria poderá cruzar os braços a partir das 11h desta quinta-feira (20) em Manaus caso as empresas do transporte coletivo não quitem os salários pendentes dos trabalhadores dentro do prazo estabelecido pela entidade.
Ao anunciar a possibilidade de paralisação, Givancir endureceu o discurso contra as empresas e afirmou que os rodoviários estão dispostos a interromper parte significativa do serviço para cobrar um direito básico: receber em dia pelo trabalho realizado.
“A nossa greve é pra garantir comida. A nossa greve é pra garantir pagamento para quem trabalhou, pagamento em dia. Não é justo trabalhar e não receber!”, declarou o dirigente sindical.
Caso seja confirmada, a mobilização poderá atingir cerca de 70% da frota, provocando impactos no deslocamento de milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte público na capital amazonense.
Sindicato cita decisão judicial para cobrar pagamento
Givancir afirmou que a cobrança não começou agora e disse já ter conseguido uma liminar na Justiça obrigando as empresas a manterem os pagamentos dos trabalhadores em dia.
Segundo o presidente do sindicato, mesmo diante da determinação judicial, os atrasos continuam.
“É o meu papel. Eu já consegui uma liminar na Justiça que obriga as empresas a pagarem em dia. E nem com a liminar, nem com decisão judicial esses caras pagam o trabalhador em dia!”, afirmou.
Para o sindicalista, a ameaça de greve é uma reação ao descumprimento das obrigações trabalhistas e não apenas uma disputa entre sindicato e empresários.
“Então o que eu tô fazendo aqui agora é defender comida na mesa de quem trabalha”, completou.
Prazo termina nesta quarta-feira
De acordo com Givancir Oliveira, o sindicato estabeleceu esta quarta-feira (19) como prazo limite para que os valores pendentes sejam depositados.
Se o pagamento não for efetuado dentro do período estipulado, a orientação é para que a paralisação tenha início às 11h desta quinta-feira (20).
A expectativa anunciada pelo sindicato é de adesão de aproximadamente 70% da categoria, o que pode reduzir significativamente a circulação de ônibus e provocar reflexos em diferentes regiões de Manaus.
Até o momento, conforme as informações repassadas pelo sindicato, a greve permanece condicionada ao pagamento: se os salários forem regularizados dentro do prazo, a paralisação poderá ser evitada.







