“Não estamos fazendo concurso para escolher Miss Simpatia, não. Estamos votando numa eleição para escolher o governador dos próximos quatro anos.” Foi com esse alerta que o empresário Waldery Areosa Ferreira, fundador do Centro Universitário do Norte (UniNorte), entrou no debate sobre a sucessão estadual no Amazonas. Em vídeo publicado no Instagram, ele fez duras críticas à candidata ao governo Professora Maria do Carmo (PL), questionou sua experiência administrativa e declarou apoio ao senador Omar Aziz (PSD), adversário da empresária no segundo turno das eleições, marcado para domingo, 25 de outubro.

Ao longo da gravação, Waldery defendeu que a escolha do próximo governador não deve ser baseada em simpatia ou rejeição pessoal, mas na trajetória dos candidatos, na experiência administrativa e na capacidade de apresentar resultados concretos para a população.

“Não gostar de uma pessoa é uma coisa; não votar no melhor é outra coisa. Totalmente. Porque quando você vota numa pessoa porque não gosta e essa pessoa é incompetente para o cargo, quem sofre somos todos nós”, afirmou.

A manifestação ocorre na reta final da campanha eleitoral, quando Omar Aziz e Maria do Carmo disputam os votos dos amazonenses para comandar o estado pelos próximos quatro anos.

Waldery questiona gestão de Maria do Carmo na educação

Um dos pontos mais contundentes da declaração do empresário foi o questionamento sobre a experiência de Maria do Carmo à frente de empreendimentos educacionais.

Waldery afirmou que a candidata não possui histórico de realizações na administração pública e associou sua trajetória empresarial a supostas dificuldades financeiras de instituições de ensino ligadas a ela.

“A única coisa que essa candidata fez foi uma faculdade que está quebrada. Faliu! O que é que vai acontecer na educação, se a candidata deixou a empresa de educação dela falir? E vocês acham que ela vai fazer o quê com a educação do Estado?”, questionou.

O fundador da UniNorte também contestou declarações atribuídas à candidata sobre o financiamento de suas atividades empresariais com recursos provenientes das mensalidades pagas pelos estudantes.

Durante o vídeo, Waldery mencionou a afirmação de Maria do Carmo de que trabalharia exclusivamente com recursos pagos pelos próprios alunos e questionou a qualidade dos serviços educacionais oferecidos.

O empresário também colocou em dúvida o número de estudantes que, segundo ele, teria sido divulgado pela candidata.

“É ela que dizia que tinha 74 mil alunos, e eu provei que ela não tinha”, declarou.

As afirmações sobre falência, número de alunos e qualidade dos serviços representam acusações feitas por Waldery e não estão acompanhadas, no material fornecido, de documentos que permitam confirmar sua veracidade.

Empresário cita Tropical Hotel e obras que estariam paralisadas

Waldery Areosa também direcionou suas críticas a empreendimentos imobiliários e projetos associados à candidata do PL.

Na gravação, ele mencionou o Tropical Hotel, um edifício na avenida Constantino Nery e a Santa Casa de Misericórdia, alegando que obras relacionadas a esses empreendimentos estariam paralisadas.

“Todas as suas obras estão paradas. No interior, todas estão paradas, que ela tentou colocar no interior para pegar voto. As obras de Manaus estão todas paradas: Tropical Hotel, o edifício que tá construindo na Constantino Nery, Santa Casa de Misericórdia”, afirmou.

O empresário citou ainda o suposto fechamento de prédios de instituições de ensino, incluindo uma unidade localizada na Zona Leste de Manaus.

As alegações sobre a situação financeira e operacional dos empreendimentos não foram verificadas de maneira independente com base nas informações disponibilizadas.

“Tem que votar no melhor”, afirma fundador da UniNorte

Na parte final da gravação, Waldery voltou a defender que o eleitorado avalie a capacidade de gestão dos candidatos, independentemente de preferências pessoais.

Segundo ele, escolher um governador apenas por simpatia ou antipatia pode trazer consequências para toda a população, especialmente em áreas como educação, saúde e infraestrutura.

“Aí as pessoas dizem: ‘Ah, eu não vou votar no fulano de tal porque eu não gosto’. Nós não estamos fazendo concurso para escolher Miss Simpatia, não. Estamos votando numa eleição para escolher o governador dos próximos quatro anos, a pessoa que vai dirigir o Estado”, declarou.

O empresário também criticou a gestão estadual dos oito anos anteriores, afirmando que promessas de melhorias nos serviços públicos não teriam sido cumpridas. Ele não apresentou, na declaração encaminhada, indicadores específicos para sustentar essa avaliação.

Ao encerrar o vídeo, Waldery Areosa deixou explícita sua preferência na disputa entre Omar Aziz e Maria do Carmo.

“Então esse negócio de dizer ‘eu gosto’ ou ‘não gosto’ não interessa. Tem que votar no melhor. Eu aconselho vocês: o Omar é o melhor”, concluiu.

A declaração do fundador da UniNorte acrescenta mais um posicionamento empresarial ao debate eleitoral no Amazonas, especialmente sobre a experiência administrativa e a capacidade de gestão dos candidatos.

O espaço permanece aberto para que Maria do Carmo se manifeste sobre as críticas e acusações feitas pelo empresário. Até o momento, não foi apresentada ao Fato Amazônico uma resposta da candidata às declarações reproduzidas nesta matéria.

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