Após ataques a tiros contra residências ligadas a policiais militares em Manaus, o secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, anunciou a Operação Ocupação para reforçar o combate ao crime organizado nos bairros Compensa, Jorge Teixeira e Novo Aleixo.

Em resposta aos ataques a tiros contra residências ligadas a policiais militares registrados em menos de 48 horas na capital, o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Paiva, anunciou nesta quinta-feira (16) o início da Operação Ocupação e afirmou que o Estado dará uma resposta firme ao crime organizado.

Durante o anúncio da operação, o secretário enfatizou que a atuação das forças de segurança será intensificada e deixou um recado direto às facções criminosas.

“Nós não vamos permitir, de maneira nenhuma, que o crime organizado faça frente à Secretaria de Segurança Pública, ao sistema de segurança pública, à Polícia Militar, à Polícia Civil, ao Corpo de Bombeiros ou ao DPTC.”

Segundo Anézio Paiva, a ofensiva foi definida após uma reunião estratégica com os comandos das forças de segurança e dos setores de inteligência do Estado.

Operação vai ocupar áreas consideradas estratégicas

A Operação Ocupação terá como foco inicial os bairros Compensa, Jorge Teixeira e Novo Aleixo, regiões onde foram registrados os recentes atentados e que também apresentam forte atuação de organizações criminosas.

De acordo com o secretário, a estratégia combina tecnologia, inteligência e aumento do efetivo policial para ampliar a presença do Estado nas ruas.

“Vamos desencadear a Operação Ocupação justamente para intensificar as ações de repressão qualificada”, afirmou.

A ação reunirá equipes da ROCAM, Força Tática, CORE da Polícia Civil, além do apoio do patrulhamento aéreo coordenado pela Secretaria de Segurança Pública.

Inteligência e tecnologia serão prioridade

Anézio Paiva destacou que a ofensiva não será baseada apenas no aumento do policiamento ostensivo.

Segundo ele, o sistema integrado de inteligência da Secretaria de Segurança, da Polícia Militar e da Polícia Civil será fundamental para identificar integrantes de facções criminosas e antecipar ações violentas.

Além disso, será empregado o Sistema Harpia, aliado à instalação de barreiras policiais, patrulhamento tático e incursões em ruas, becos e vielas considerados pontos sensíveis.

“O sistema de segurança, integrado com tecnologia e principalmente com inteligência, estará atuando nesses locais”, afirmou.

“Recado para a criminalidade”

Durante o pronunciamento, o secretário reforçou que a operação tem como objetivo impedir qualquer tentativa das facções de intimidar as forças de segurança ou a população.

“De maneira nenhuma nós vamos permitir que o crime organizado faça frente ao sistema de segurança.”

Ao concluir o anúncio, Anézio Paiva afirmou que a operação busca restabelecer a tranquilidade dos moradores e garantir que os cidadãos de bem não sejam reféns da violência.

“Nós vamos agir de forma incisiva, forte e, principalmente, dar esse recado para a criminalidade: nós não vamos permitir, de maneira nenhuma, que nenhum cidadão de bem aqui do Amazonas seja acometido pelo crime organizado.”

Ataques motivaram reforço na segurança

O anúncio da Operação Ocupação ocorre após dois ataques registrados em menos de dois dias contra imóveis ligados a policiais militares.

O primeiro atentado ocorreu na madrugada de terça-feira (15), quando criminosos efetuaram diversos disparos contra a residência do cabo Dantas Magalhães da Costa, do Batalhão de Trânsito, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.

Segundo informações da investigação, Dantas Magalhães e o policial afastado Alexandre Magalhães são apontados pelo Comando Vermelho (CV) como envolvidos em um suposto esquema de roubo de drogas pertencentes à facção.

Na noite de quarta-feira (16), uma nova residência foi alvo de tiros, desta vez na Rua Adalberto Rangel, no bairro Compensa, Zona Oeste. O imóvel pertence a familiares de Alexandre Magalhães.

Apesar da quantidade de disparos que atingiram a fachada e os dois pavimentos da casa, ninguém ficou ferido.

A moradora Mirear Magalhães, ex-esposa do policial, informou à Polícia Militar que acredita que o atentado tenha sido uma retaliação contra a família.

Com a Operação Ocupação, a Secretaria de Segurança Pública pretende reforçar a presença das forças policiais nas áreas mais sensíveis da capital e ampliar o combate às organizações criminosas que atuam em Manaus.

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