
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a mencionar nesta quinta-feira (24) uma possível interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras de 2026. Durante um comício em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Lula afirmou que Trump “vai perder” caso tente interferir no processo eleitoral brasileiro.
Segundo o presidente, o Brasil não aceitará interferência estrangeira nas eleições. A declaração ocorreu dez dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
“Eu disse para o Trump que nas eleições aqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém. Esse país que a gente quer está na mão de vocês”, afirmou Lula durante o evento.
A agenda em São Gonçalo também contou com uma caminhada ao lado de candidatos aliados no Rio de Janeiro, entre eles Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, além de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), que disputam vagas no Senado.
Lula já havia abordado o tema na ONU
A declaração ocorre dois dias depois de Lula discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Na ocasião, o presidente defendeu a soberania brasileira e afirmou que o país não permitiria interferências externas em seu processo político e eleitoral. Embora não tenha citado Trump diretamente naquele momento, Lula fez referências à influência de potências estrangeiras na América Latina.
“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o presidente durante o discurso.
Lula também afirmou que não permitiria que agentes internos ou externos interferissem na vontade popular e classificou o sistema eleitoral brasileiro como “moderno e robusto”.
Eleições de 2026
Em seu discurso na ONU, Lula afirmou que os brasileiros terão a oportunidade de decidir nas urnas os rumos do país e mencionou uma escolha entre “democracia e negacionismo”.
O presidente também alertou para o impacto da desinformação durante o período eleitoral e defendeu a preservação da soberania nacional.
A fala desta quinta-feira em São Gonçalo retoma, portanto, um tema que Lula já havia levado ao cenário internacional durante sua passagem por Nova York.







