
A aliança Opep+ decidiu neste domingo (2) aumentar em 188 mil barris por dia a produção de petróleo a partir de setembro de 2026. A decisão foi tomada durante uma reunião virtual entre os países integrantes do grupo e representa mais um passo no processo de flexibilização dos cortes voluntários de produção adotados desde 2023.
O aumento da oferta foi aprovado após os membros da aliança avaliarem o cenário atual do mercado internacional de petróleo e as perspectivas para a demanda global nos próximos meses. A medida faz parte da estratégia de ajuste gradual da produção para equilibrar o abastecimento e a estabilidade dos preços.
Participaram da reunião representantes de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, países que lideram os cortes voluntários adicionais anunciados em abril de 2023.
Em comunicado divulgado ao fim do encontro, a Opep+ informou que a ampliação permitirá acelerar o processo de compensação dos cortes de produção realizados de forma voluntária pelos países participantes.
A organização também reafirmou o compromisso de seus integrantes com a Declaração de Cooperação, documento que estabelece as metas conjuntas para a produção de petróleo e orienta a coordenação entre os países da aliança.
Segundo a nota, o cumprimento dos acordos continuará sendo monitorado pelo Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial, responsável por acompanhar a evolução do mercado e verificar se os países estão respeitando as cotas estabelecidas.
Os integrantes da Opep+ também reiteraram que pretendem compensar integralmente qualquer produção realizada acima dos limites acordados desde janeiro de 2024, reforçando o compromisso com a disciplina do grupo.
A decisão ocorre em um momento em que o mercado acompanha de perto o equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo, além dos impactos das tensões geopolíticas e das perspectivas para o crescimento da economia mundial, fatores que influenciam diretamente as cotações internacionais da commodity.
A próxima reunião da Opep+ está prevista para o dia 6 de setembro, quando os países voltarão a avaliar as condições do mercado e poderão discutir novos ajustes na política de produção, caso o cenário global exija mudanças na estratégia adotada pela aliança.







