
Pacientes e profissionais de saúde de um hospital especializado no tratamento de crianças com câncer foram evacuados nesta quarta-feira (15) após novos ataques dos Estados Unidos atingirem áreas próximas à cidade de Ahvaz, no sudoeste do Irã.
De acordo com a mídia estatal iraniana, a evacuação ocorreu no Hospital Shahid Baghaei, unidade que também atende pacientes com outras enfermidades.
Segundo autoridades iranianas, a medida foi adotada por precaução após bombardeios norte-americanos nas proximidades do hospital.
Além de Ahvaz, explosões também foram registradas nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.
EUA intensificam ofensiva
Mais cedo, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou uma nova rodada de ataques contra instalações militares iranianas.
Os bombardeios fazem parte da retomada das operações militares iniciada em 7 de julho, após o rompimento do cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã.
O governo do presidente Donald Trump justificou a retomada das ações alegando que forças iranianas atacaram três embarcações no Estreito de Ormuz. O Irã nega as acusações.
Segundo o Ministério da Saúde do Irã, as recentes ofensivas norte-americanas já deixaram 35 mortos.
Negociações seguem paralisadas
Nos últimos dias, países do Golfo Pérsico, como Kuwait, Jordânia, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, também registraram ataques com drones e mísseis atribuídos ao Irã.
O Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirma que as ofensivas têm como alvo instalações militares dos Estados Unidos na região.
O agravamento do conflito interrompeu as negociações entre Washington e Teerã, apesar das tentativas de mediação conduzidas por países como Paquistão e Catar.
O memorando de entendimento firmado anteriormente previa o restabelecimento da trégua, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio dos portos iranianos e a suspensão de parte das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Com a retomada das hostilidades, esses compromissos deixaram de ser cumpridos.
Atualmente, o Irã voltou a restringir a navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, enquanto os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos e ampliaram as sanções contra o país.







