A pavimentação da BR-317 voltou ao centro do debate político no Amazonas após a realização de uma audiência pública em Boca do Acre sobre os impactos ambientais e sociais da obra. Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o presidente em exercício Adjuto Afonso afirmou que a conclusão da rodovia representa uma medida decisiva para impulsionar a economia do Sul do estado e reduzir o isolamento enfrentado por municípios da região do Purus.

Durante pronunciamento na tribuna nesta quarta-feira (13), o parlamentar destacou que o asfaltamento do trecho entre Boca do Acre e a divisa com o Acre poderá fortalecer setores como agropecuária, extrativismo, comércio e turismo, além de melhorar a logística de transporte para milhares de moradores do interior.

O projeto discutido durante audiência promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis prevê a pavimentação de 45,1 quilômetros da BR-317, com investimento estimado em mais de R$ 143 milhões.

Adjuto Afonso ressaltou que a rodovia é considerada estratégica para ampliar a integração do Amazonas com outros estados e até países vizinhos, como Peru e Bolívia. Segundo ele, a precariedade da estrada compromete o desenvolvimento econômico da região e dificulta o acesso da população a serviços essenciais.

O deputado defendeu ainda que a obra avance respeitando os critérios ambientais e sociais exigidos pelos órgãos de fiscalização. Durante a audiência pública, técnicos apresentaram estudos sobre impactos ambientais e medidas mitigadoras relacionadas à preservação da fauna, proteção de recursos hídricos e monitoramento de áreas indígenas.

As ações previstas incluem programas de preservação cultural, controle de acesso ilegal a territórios indígenas e implantação de passagens para animais silvestres, em iniciativas coordenadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

A audiência reuniu representantes do Ibama, DNIT, Funai, lideranças indígenas, produtores rurais e autoridades dos municípios de Boca do Acre, Lábrea e Porto Acre.

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