
A Petrobras definiu nesta quinta-feira a nova composição do seu conselho de administração, com Guilherme Mello, atual secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, assumindo a presidência do colegiado. Na mesma assembleia, foi aprovada a distribuição de mais de R$ 8 bilhões em dividendos aos acionistas, referentes ao lucro de 2025. A eleição manteve o desenho tradicional de governança da companhia, com predominância de indicados pela União, acionista controladora, mas também abriu espaço para nomes ligados ao mercado.
O conselho segue com 11 integrantes, sendo seis indicados pelo governo, quatro pelos acionistas minoritários e um representante dos trabalhadores. Entre os conselheiros escolhidos pelos minoritários estão o investidor Francisco Petros e a executiva Rachel Maia, nomes com trajetória no setor privado e presença recorrente em conselhos de grandes empresas. Também foram reconduzidos integrantes já conhecidos da governança da Petrobras, como a presidente Magda Chambriard, além de outros membros indicados pela União.
A assembleia aprovou o pagamento de R$ 8,1 bilhões em dividendos adicionais, parte de um pacote mais amplo de remuneração aos acionistas com base no resultado de 2025. A nova formação do conselho ocorre em um momento de forte valorização da Petrobras no mercado e de maior protagonismo da empresa em meio às tensões internacionais no setor de energia, reforçando o equilíbrio entre os interesses do governo e dos investidores privados dentro da estatal.
Com informações de Metrópoles







