
A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira (20) uma operação nacional voltada à segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A ação prevê a mobilização de mais de 450 agentes especializados para garantir a proteção dos presidenciáveis durante compromissos de campanha em todo o país.
Segundo a corporação, a estrutura foi planejada para atender até dez candidatos simultaneamente e contará com um investimento estimado em R$ 95 milhões. O esquema inclui veículos blindados, equipamentos de combate a drones e kits de inspeção antibomba, além de recursos de inteligência para avaliação de riscos e planejamento das agendas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin terão um modelo de segurança diferenciado em razão dos cargos que ocupam. A proteção dos dois será realizada de forma integrada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança das principais autoridades do Executivo federal.
Entre os pré-candidatos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi o único a anunciar publicamente que recusará a escolta disponibilizada pela Polícia Federal. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que não aceitará o serviço por alegar falta de confiança na atual direção da corporação.
Na mesma manifestação, o parlamentar também defendeu que os agentes que seriam destacados para sua segurança sejam direcionados a investigações envolvendo supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e fez críticas ao governo federal.
A operação da Polícia Federal permanecerá ativa ao longo do período eleitoral, com o objetivo de reforçar a segurança dos candidatos durante deslocamentos, eventos públicos e atividades de campanha em diferentes regiões do país.







