Gerson Palermo, apontado como chefe do PCC • Reprodução

A Polícia Federal prepara a transferência para o Brasil do traficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, preso nesta terça-feira (26) na Bolívia.

A expectativa das autoridades brasileiras é de que Palermo chegue ao país ainda nesta semana e seja encaminhado à penitenciária federal de Campo Grande.

Protestos na Bolívia dificultam transferência

Segundo informações apuradas pela imprensa, manifestações e bloqueios na Bolívia têm criado dificuldades logísticas para a operação de transferência do traficante.

Palermo estava foragido desde 2020, quando recebeu benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento e fugiu.

Investigação envolve desembargador

A prisão ocorre em meio ao avanço das investigações sobre a fuga do criminoso, que teria ligação com o desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul.

O magistrado é investigado por suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a investigação, a decisão que concedeu prisão domiciliar ao traficante teria sido tomada de forma extremamente rápida durante o plantão judicial da pandemia.

Histórico criminal

Gerson Palermo acumula condenações que somam quase 126 anos de prisão.

Ele participou do sequestro de um avião da antiga Vasp em agosto de 2000. A aeronave saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi obrigada a pousar em Porecatu, no Paraná, durante ação criminosa que resultou no roubo de cerca de R$ 5,5 milhões.

Além disso, Palermo foi alvo da Operação All In, da Polícia Federal, que investigou esquema internacional de tráfico de drogas entre Bolívia e Brasil.

Caso chegou ao STF

O Conselho Nacional de Justiça aplicou aposentadoria compulsória ao desembargador Divoncir Maran em março deste ano.

O Supremo Tribunal Federal também analisa atualmente mudanças nas punições aplicadas a magistrados envolvidos em infrações graves.

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