
O Podemos decidiu permanecer neutro na disputa pela Presidência da República e não declarar apoio formal a nenhum candidato ao Palácio do Planalto. A decisão, segundo integrantes da legenda, deverá ser oficializada pela Executiva Nacional do partido ainda nesta terça-feira (4/8).
A definição confirma a tendência defendida por dirigentes nas últimas semanas e encerra as negociações para uma aliança com a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com a decisão, o PL perde um dos principais alvos de sua estratégia para ampliar a coligação antes do encerramento do prazo das convenções partidárias.
A neutralidade do Podemos mantém Flávio Bolsonaro sem novos aliados na disputa presidencial, reduzindo as possibilidades de ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e adiando a definição do candidato a vice-presidente.
Negociações não avançaram
As conversas entre PL e Podemos vinham ocorrendo desde o início do ano. Além do peso político da legenda, a aliança era considerada estratégica por aumentar o tempo da chapa no horário eleitoral gratuito.
Na convenção nacional realizada na última quinta-feira (30/7), o Podemos decidiu delegar à Executiva Nacional a decisão final sobre um eventual apoio na eleição presidencial.
Nos dias seguintes, a presidente nacional da legenda, deputada Renata Abreu (SP), consultou dirigentes sobre três possibilidades: apoiar Flávio Bolsonaro, apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou manter a neutralidade.
Sem consenso interno, prevaleceu a posição de preservar a independência do partido. No fim de semana, Renata Abreu afirmou que a decisão seria coletiva e que a prioridade da legenda seria fortalecer o partido nas eleições deste ano.
PL segue em busca de alianças
A decisão aumenta a pressão sobre o PL na reta final das convenções partidárias. A expectativa inicial era anunciar a chapa presidencial completa durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, em 25 de julho, mas a definição do vice foi adiada para permitir novas negociações.
Entre as alternativas avaliadas pela campanha está o Republicanos, embora a legenda também tenha optado pela neutralidade. Outra tentativa envolveu a federação União Progressista (União Brasil e PP), mas as negociações não avançaram.
Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções partidárias. A escolha do candidato a vice, no entanto, ainda poderá ser definida posteriormente, desde que a convenção delegue essa atribuição à Executiva Nacional, respeitando o prazo final de 15 de agosto para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Com informações de Metrópoles







