
A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu a investigação sobre o feminicídio de Emanuelly Caroline Gomes de Oliveira, de 19 anos, ocorrido em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. O inquérito da 127ª Delegacia de Polícia identificou dois suspeitos de participação no crime: um apontado como mandante e outro como executor.
Segundo a investigação, Rodrigo dos Santos de Araújo, conhecido como “Digão”, ex-cunhado da vítima e empresário em Búzios, é apontado como o suposto mandante. Ele é proprietário de estabelecimentos comerciais dos segmentos de mercados e depósitos. Já Klerky Almeida Antunes foi identificado pelos investigadores como o possível executor do assassinato.
Crime teria sido motivado por audiência judicial
De acordo com a Polícia Civil, o feminicídio teria sido planejado para impedir que Emanuelly comparecesse a uma audiência judicial prevista para 11 de novembro.
O procedimento estava relacionado a uma denúncia de estupro registrada pela jovem contra Rodrigo em 2020. A linha investigativa aponta que o assassinato teria sido motivado pelo processo judicial e pela possibilidade de a vítima prestar depoimento.
A polícia também levantou informações de que o suspeito teria oferecido dinheiro à família de Emanuelly na tentativa de fazer com que a denúncia fosse retirada.
Jovem foi encontrada com mãos amarradas
A dinâmica do crime revelou sinais de violência extrema. Emanuelly foi encontrada morta com as mãos amarradas para trás e um ferimento profundo no pescoço, provocado por instrumento cortante.
Os elementos reunidos durante a investigação apontaram para uma execução planejada, com possível participação de mais de uma pessoa.
Investigação utilizou imagens e identificação de veículos
Para chegar aos suspeitos, os policiais realizaram um trabalho de análise de imagens de câmeras de segurança, identificação dos veículos utilizados na ação criminosa e levantamento das características físicas dos envolvidos.
A investigação também analisou os meios de transporte empregados na dinâmica do crime, incluindo motocicletas e o veículo utilizado pelos suspeitos.
Com a identificação dos possíveis responsáveis e a conclusão do inquérito, a Polícia Civil apresentou os resultados da apuração sobre o assassinato.
O caso chama atenção pela possível relação entre o feminicídio e uma denúncia de violência sexual registrada seis anos antes, cuja audiência judicial estava próxima de acontecer.







