
A Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, como um possível caso de homicídio. A principal suspeita é a empresária Eliane Alves dos Santos, proprietária de uma pousada em Ubatuba, no litoral norte paulista, que foi presa temporariamente na última sexta-feira (10).
De acordo com os investigadores, a principal hipótese é que o crime tenha sido motivado pela intenção de evitar o pagamento das verbas rescisórias de Berenice, que havia sido demitida um dia antes de desaparecer. O corpo da cozinheira, no entanto, ainda não foi localizado.
Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso ganhou novos rumos após o avanço das investigações e a coleta de depoimentos de familiares e testemunhas.
Segundo informações prestadas por um dos filhos da vítima à polícia, Berenice contou que foi dispensada do trabalho no dia 29 de junho devido à baixa temporada na pousada onde atuava. Ela teria informado à família que permaneceria em Ubatuba apenas para receber os valores referentes à rescisão do contrato antes de retornar para Igaratá, no Vale do Paraíba, cidade onde residia.
Na tarde de 30 de junho, a cozinheira aceitou uma carona oferecida pela patroa até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125). Desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro.
O filho da vítima, José Carlos de Faria Filho, afirmou que a mãe deixou de responder às mensagens da família ainda naquela tarde. Ao procurar a pousada, os familiares foram informados de que havia ocorrido uma discussão entre Berenice e a empresária antes do desaparecimento.
Conforme o relato prestado à polícia, Eliane afirmou ter pago R$ 2,6 mil em dinheiro à cozinheira e, posteriormente, levado a funcionária até o acesso da rodovia. A empresária também teria dito que Berenice conseguiu um novo emprego na região da Praia das Toninhas.
Os familiares, porém, contestam essa versão. Segundo José Carlos, a mãe jamais deixaria de comunicar aos três filhos uma mudança de planos, principalmente porque havia manifestado o desejo de retornar para Igaratá após ser demitida.
Até o momento, a defesa de Eliane Alves dos Santos não havia se manifestado sobre as acusações. O espaço permanece aberto para posicionamento da investigada.







