Um policial penal do Rio de Janeiro é acusado pelo pai de uma menina de 12 anos de tentar aliciá-la por meio de mensagens nas redes sociais. O caso foi denunciado pelo próprio pai da adolescente, que é advogado criminalista e relatou a situação em um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo o advogado, o servidor teria enviado mensagens com visualização temporária para a menina e a convidado para praticar esportes na praia, sem a presença de outras pessoas.

De acordo com o relato, o contato teria ocorrido em 19 de agosto deste ano, após o policial penal passar a frequentar o mesmo local onde a adolescente praticava atividades esportivas.

“Ele estava convidando a minha filha, de 12 anos de idade, que estava praticando esporte, para jogar futevôlei com ele na praia sozinho, jogar altinha na praia”, afirmou o pai.

Mensagens teriam sido apagadas

Segundo o pai, o policial teria entrado em contato com a adolescente por meio de um grupo de WhatsApp. Ele afirma que o servidor enviou fotos com visualização única e apagou mensagens posteriormente.

O advogado disse ter considerado a abordagem inadequada e interpretado o comportamento como uma tentativa de aproximação com a filha.

“Mandava mensagens de visualização temporária, aliciando a minha filha, uma criança de 12 anos de idade”, declarou.

Após conversar com o servidor sobre o episódio, o pai afirmou que tomou conhecimento de outros relatos envolvendo crianças e adolescentes que frequentavam o mesmo espaço esportivo.

“Quando eu fui falar com ele, eu tomei conhecimento que várias outras crianças e adolescentes do mesmo local de futebol também estavam sendo aliciadas por ele”, afirmou.

Essas alegações, porém, ainda dependem de apuração pelas autoridades responsáveis.

Justiça determina distância da adolescente

O caso foi registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o policial penal mantenha uma distância mínima de 300 metros da menina.

A decisão também proíbe qualquer tipo de contato com a adolescente, seja presencial, telefônico, eletrônico ou virtual.

O pai da menina citou o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao comentar o caso. Eventual enquadramento criminal, no entanto, dependerá da investigação e da análise das autoridades competentes.

Corregedoria abriu investigação

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen) informou que a Corregedoria abriu uma investigação interna para apurar as denúncias e comunicou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Na esfera criminal, a apuração está sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ).

A Seppen afirmou que não tolera desvios de conduta nem crimes praticados por servidores públicos.

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