
A Apple confirmou nesta quarta-feira (9) um aumento de US$ 100 nos preços dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max em relação aos modelos equivalentes da geração anterior nos Estados Unidos. Com o reajuste, o iPhone 18 Pro passa a custar US$ 1.199, enquanto o iPhone 18 Pro Max chega ao mercado por US$ 1.299.
O iPhone 17 Pro havia sido lançado em 2025 pelo preço inicial de US$ 1.099 nos Estados Unidos. Com o novo valor, a versão 18 Pro registra uma alta de aproximadamente 9,1%.
Já o iPhone 17 Pro Max chegou ao mercado no ano passado custando US$ 1.199. Agora, o modelo mais avançado da nova geração passa a ser vendido por US$ 1.299, representando um aumento de cerca de 8,3%.
O reajuste ocorre em meio à pressão sobre os custos de componentes eletrônicos. Ao longo de 2026, a escassez global de memória RAM e armazenamento flash tem elevado os preços desses componentes. O movimento está relacionado principalmente ao aumento da demanda por chips utilizados em estruturas de processamento para inteligência artificial.
A situação ganhou o apelido de “RAMageddon” na imprensa especializada e vem afetando diferentes segmentos da indústria de tecnologia. O crescimento dos investimentos em data centers voltados à inteligência artificial ampliou a procura por memória e armazenamento, reduzindo a disponibilidade desses componentes para outros fabricantes.
A própria Apple já havia sinalizado que o aumento dos custos poderia chegar aos consumidores. Em julho, a empresa elevou no Brasil o preço do MacBook Neo, seu notebook de entrada, de R$ 7.299 para R$ 8.499. O reajuste representou uma alta de 16,4% e ocorreu durante o ciclo de vida do produto, sem alterações no hardware.
Na ocasião, a Apple reconheceu que o aumento dos custos de componentes estava entre os fatores que pressionavam os preços de seus produtos. A empresa afirmou que havia absorvido parte desses custos anteriormente, mas que chegou a um momento em que seria necessário repassar parte da elevação ao consumidor.
Com o lançamento da nova geração do iPhone, a companhia passa a aplicar esse reajuste também aos modelos mais avançados da linha nos Estados Unidos. O aumento, entretanto, não significa necessariamente que os mesmos valores serão praticados em outros mercados, já que os preços internacionais também são influenciados por impostos, câmbio e políticas comerciais de cada país.
O novo cenário reforça a pressão enfrentada pelo mercado de smartphones diante da disputa por componentes entre fabricantes tradicionais de eletrônicos e empresas que ampliam investimentos em infraestrutura para inteligência artificial.







