
Um prédio de cinco andares desabou na noite desta quarta-feira (23), na região do Morro Pavão/Pavãozinho, entre Copacabana e Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a Defesa Civil, o imóvel já estava interditado desde o início de setembro devido ao risco de desabamento e passava por um processo de demolição quando a estrutura veio abaixo. Ninguém ficou ferido.
O desabamento ocorreu enquanto o imóvel já estava sob acompanhamento das autoridades. Antes da queda, a estrutura havia recebido escoramento e a Secretaria Municipal de Conservação já havia iniciado os trabalhos de demolição como medida preventiva diante das condições apresentadas pelo prédio.
Após o desabamento, equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para verificar se havia pessoas sob os escombros. As buscas contaram com profissionais especializados e três cães farejadores, utilizados para auxiliar na identificação de possíveis vítimas entre os materiais que ficaram espalhados na área.
Durante a operação, imóveis que poderiam ter sido atingidos pela queda ou que estavam próximos à estrutura foram esvaziados preventivamente. A medida foi adotada para reduzir os riscos enquanto as equipes avaliavam as condições do local e realizavam as buscas.
As equipes permaneceram na região durante a noite para garantir que não houvesse vítimas e avaliar possíveis novos riscos relacionados à estrutura que havia desabado. A área também passou a ser monitorada pelas autoridades responsáveis pela segurança e pela Defesa Civil.
Já na madrugada desta quinta-feira (24), uma nova vistoria realizada pela Defesa Civil levou à interdição preventiva de sete imóveis localizados nas proximidades dos escombros. Os técnicos avaliaram que seria necessário manter os imóveis vazios até que o material resultante do desabamento fosse retirado e a área apresentasse condições mais seguras.
Os sete imóveis permanecerão interditados até a conclusão da retirada do entulho pela Secretaria Municipal de Conservação. A liberação dependerá de novas avaliações técnicas para verificar se as estruturas apresentam condições adequadas para ocupação.
A situação do prédio que desabou já vinha sendo acompanhada pelas autoridades municipais. A interdição havia sido determinada no começo de setembro justamente em razão do risco apresentado pela construção. Com a identificação dos problemas estruturais, foi iniciado o processo de demolição controlada, mas parte da estrutura acabou cedendo antes da conclusão do serviço.
Além do trabalho da Defesa Civil e dos bombeiros, a concessionária Light também foi acionada para atuar na região. A empresa realizou procedimentos relacionados às ligações clandestinas de energia existentes no imóvel, uma medida necessária para reduzir riscos durante a intervenção e o atendimento à ocorrência.
O desabamento mobilizou diferentes equipes de emergência e órgãos municipais, que atuaram durante a noite e a madrugada para garantir a segurança de moradores e trabalhadores envolvidos na operação. A prioridade foi verificar a existência de possíveis vítimas, isolar a área de risco e avaliar as condições dos imóveis próximos.
Apesar da dimensão da queda, não houve registro de pessoas feridas. As autoridades seguem acompanhando a situação e devem realizar novas avaliações conforme o entulho seja retirado e o local seja liberado para acesso seguro.
A orientação para os moradores dos imóveis interditados é aguardar a liberação oficial antes de retornar às residências. O acesso à área de risco permanece restrito enquanto os trabalhos de limpeza, avaliação estrutural e segurança forem realizados.







