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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira, a ampliação do programa Move Brasil, com uma nova rodada de financiamento voltada à renovação da frota de caminhões e ônibus. A iniciativa ocorre em meio a uma estratégia do governo de reaproximação com caminhoneiros, grupo que nos últimos anos mostrou maior afinidade com o bolsonarismo.

O novo aporte foi detalhado durante cerimônia no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a nova etapa do programa, intitulada como Move Brasil 2, contará com:

  • R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional
  • R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
  • Total: R$ 21,2 bilhões

Desse valor:

  • R$ 2 bilhões são reservados para caminhoneiros autônomos
  • R$ 2 bilhões para linhas de ônibus

Em discurso, Lula afirmou que a situação dos trabalhadores autônomos foi a principal preocupação, já que eles não contam com garantias de empregadores. “O que me preocupou nesse Move era a questão dos autônomos. Porque no fundo, no fundo, as empregadoras têm mais poder aquisitivo, têm mais facilidade, mas o autônomo não tem. Tudo para ele é mais difícil e a única garantia que ele tem é o próprio patrimônio que está garantindo”, disse.

“Nós resolvemos melhorar as condições. Aumentar a carência, aumentar quantidade de anos para vocês poderem pagar, e diminuir um pouco a taxa de juros, que ainda é alta”, completou o titular do Planalto.

Segundo o governo, a ampliação responde à alta demanda registrada na primeira fase do programa e à pressão do setor industrial, diante da queda nas vendas de veículos no início do ano.

Comparação entre Move Brasil 1 e Move Brasil 2

Para o vice-presidente Geraldo Alckmin, o Move Brasil 2 está “ainda maior e melhor”. “Maior porque o Move Brasil 1 tinha R$ 10 bilhões, e agora vai ter R$ 21,2 bilhões. Maior para os autônomos, que tinham R$ 1 bilhão e dobrou para R$ 2 bilhões. Maior porque o Move Brasil só tinha caminhão, agora é caminhão, ônibus e implementos rodoviários. E melhor porque ampliou a carência de 6 meses para 12 meses — no caso do autônomo —, ampliou o prazo de 5 para 10 anos, e reduziu os juros, que é fundamental para viabilizar a prestação e a compra”, declarou.

No último domingo, Alckmin já havia anunciado, durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), uma linha de R$ 10 bilhões em crédito do programa, voltada ao financiamento de máquinas e implementos agrícolas.

Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Move Brasil é uma linha de crédito criada pelo governo federal para incentivar a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, com o objetivo de modernizar a frota, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência do transporte.

Lançado no início do ano, o programa ofertou R$ 10 bilhões na primeira fase, com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da taxa básica da economia.

A ampliação do programa representa um investimento significativo do governo na modernização da frota de transportes e na reaproximação com o setor de caminhoneiros.

Com informações de Metrópoles

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