Família pede ajuda para trazer Cesinha de volta ao Brasil - Reprodução/Redes sociais

A família do professor e técnico de tênis Julio César Rocha, conhecido como Cesinha, mobiliza uma campanha para viabilizar sua transferência da França para o Brasil. Internado há mais de um mês em um hospital de Paris, ele foi diagnosticado com dermatomiosite, uma doença autoimune rara que comprometeu gravemente seus pulmões.

Cesinha viajou à capital francesa ao lado da esposa, Leilza Aquino, em maio, para celebrar os 20 anos de casamento e realizar o sonho de acompanhar de perto o torneio de Roland Garros. No entanto, poucos dias após a chegada, começou a apresentar sintomas como cansaço intenso, fraqueza, diarreia e vômitos, sendo levado a um hospital após registrar baixa saturação de oxigênio e frequência cardíaca elevada.

Quadro de saúde se agravou durante internação

A internação começou em 24 de maio e, após exames, os médicos diagnosticaram dermatomiosite, uma doença autoimune considerada rara e agressiva.

Segundo a família, a enfermidade afetou os pulmões do treinador, que permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde 14 de junho, Cesinha está em coma induzido, faz hemodiálise e depende de um sistema de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), tecnologia utilizada para substituir temporariamente a função dos pulmões.

Durante o tratamento, uma infecção bacteriana agravou ainda mais seu estado clínico.

A equipe médica informou que o hospital onde ele está internado não realiza transplante pulmonar, procedimento considerado necessário para seu tratamento, o que torna indispensável a transferência para o Brasil.

Família enfrenta dificuldades para custear transporte

De acordo com os familiares, o retorno ao Brasil precisa ser realizado em uma UTI aérea equipada com ECMO e equipe médica especializada.

O custo estimado da operação é de US$ 265 mil, equivalente a aproximadamente R$ 1,38 milhão. Segundo a esposa, o seguro de viagem informou que cobre apenas US$ 100 mil, alegando tratar-se de uma doença preexistente.

A família afirma que entrou na Justiça contra a seguradora e que permaneceu vários dias sem qualquer assistência financeira para custear a internação.

Atualmente, a prioridade é conseguir uma vaga em um hospital brasileiro, preferencialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para que Cesinha possa realizar o transplante pulmonar.

Campanha busca arrecadar recursos

Para viabilizar a repatriação, familiares organizaram uma campanha de arrecadação para reunir aproximadamente R$ 900 mil, valor necessário para complementar os custos da transferência aérea.

Em vídeos publicados nas redes sociais, a esposa e a cunhada relataram momentos vividos durante a internação e fizeram um apelo por ajuda.

Segundo Leilza Aquino, durante uma visita à UTI, o marido respondeu aos estímulos mesmo em estado crítico.

“Eu falava para Julio César: permaneça, aguenta firme, porque só Deus tira o ar e coloca. A gente vai fazer de tudo para isso acontecer. Naquele momento ele abriu os olhinhos e balançou a cabeça. Foi uma cena muito difícil para a gente.”

A tenista em cadeira de rodas Jade Lanai, atleta treinada por Cesinha, também manifestou apoio ao treinador nas redes sociais, destacando sua dedicação ao esporte e seu carinho com os alunos.

Itamaraty acompanha o caso

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação do brasileiro por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris.

Em nota, o Itamaraty afirmou que vem prestando assistência consular, realizando visitas ao hospital, facilitando o contato entre os familiares e a equipe médica francesa e auxiliando na busca por hospedagem com custos reduzidos para os parentes que permanecem em Paris.

Segundo o órgão, toda a assistência prestada ocorre dentro dos limites previstos pela Convenção de Viena sobre Relações Consulares e pelo Regulamento Consular Brasileiro.

Com informações de CNN Brasil

Artigo anteriorManaus inicia aplicação da vacina pneumocócica 20-valente para ampliar proteção contra meningite e pneumonia
Próximo artigoCiclone extratropical deve provocar ventos fortes e ondas de até 4 metros no Sul e Sudeste