
Um professor francês está sendo investigado por “farsa” após ter recebido a Medalha de Ouro de Filologia de 2016. O problema é que o prêmio não existe. Florent Montaclair, então com 46 anos, teria se tornado o primeiro francês a receber a honraria, comparável ao Nobel. Nem mesmo a instituição que supostamente concede o prêmio existe.
A cerimônia chegou a acontecer com a presença de ganhadores do Prêmio Nobel, ex-ministros, parlamentares e cientistas renomados. Aos convidados, foi informado que o escritor italiano Umberto Eco também teria recebido a honraria. No ano seguinte, Noam Chomsky recebeu o prêmio. No site da honraria, é descrito que o prêmio é concedido a cada cinco anos desde 1937. A filologia é o estudo da linguagem.
A farsa foi descoberta por investigadores franceses após meses de investigação. Ao The Guardian, o procurador público Paul-Édouard Lallois comentou: “Foi tudo uma grande farsa. Daria para virar filme ou série de televisão.”
O foco da investigação agora é determinar se Montaclair usou a medalha para obter ganhos pessoais, como aumento salarial. “Se você ficar em casa com suas medalhas em cima da lareira, não haverá consequências legais. Se, por outro lado, você mencionar isso ao seu empregador, se mencionar isso à mídia, e se tudo isso levar a um certo reconhecimento profissional, então terá implicações concretas, e é aí que a noção de fraude pode começar a surgir”, explicou Lallois.
O advogado de Montaclair, Jean-Baptiste Euvrard, argumenta que o cliente só usou sua “imaginação” e que isso não pode ser considerado um crime. “Dizem que há 10 anos todos caíram num golpe monstruoso, mas todos têm o direito de usar a imaginação; cabe à pessoa com quem você está falando acreditar ou não”, disse Euvrard.
Com informações de Metrópoles







