
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida pelo governo de Minas Gerais, com 33% das intenções de voto, segundo pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta quinta-feira (27). O parlamentar tem mais que o dobro da pontuação dos adversários mais próximos. Na disputa pela segunda colocação, que garante uma vaga no eventual segundo turno, há empate técnico entre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), com 15%, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), com 13%, e o atual governador Mateus Simões (PSD), com 11%.
Na sequência aparecem Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, com 7%, e Flávio Roscoe (PL), que conta com o apoio de Flávio Bolsonaro, com 5%. Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP) registram 1% cada. Os demais candidatos somam 1%.
O levantamento também simulou seis possíveis disputas de segundo turno. Cleitinho aparece como vencedor nos três cenários em que seu nome é testado. A disputa mais equilibrada seria contra Patrus Ananias, quando o senador teria 45% contra 40% do petista.
Contra Alexandre Kalil, Cleitinho registra vantagem maior, com 46% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito aparece com 35%. Em um eventual segundo turno contra Mateus Simões, o senador teria 46%, contra 31% do governador.
Nos demais cenários simulados pelo instituto, há situações de empate técnico. Alexandre Kalil e Patrus Ananias aparecem com 38% cada em uma eventual disputa. Kalil e Simões também empatam, com 35% para cada candidato.
Já em um confronto entre Patrus e Mateus Simões, o petista apresenta vantagem numérica, com 37% contra 33% do governador. Os resultados mostram um cenário ainda aberto entre os candidatos que disputam as posições seguintes à liderança de Cleitinho.
A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 26 de agosto, com 2 mil eleitores entrevistados em Minas Gerais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-07972/2026.
O instituto também avaliou o grau de rejeição dos candidatos ao governo mineiro. Cleitinho aparece com a maior taxa, citado por 43% dos entrevistados que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Patrus Ananias tem 42% de rejeição, enquanto Alexandre Kalil registra 40%.
Entre os candidatos menos conhecidos pelo eleitorado, Flávio Roscoe apresenta 26% de rejeição e Mateus Simões aparece com 25%. A diferença em relação aos nomes mais conhecidos pode estar relacionada ao nível de exposição de cada candidato durante a campanha.
Cleitinho também se destaca quando os eleitores são questionados sobre a certeza do voto. O senador, que é aliado da família Bolsonaro, é o único candidato na disputa com mais de 10% de eleitores que afirmam que votariam nele “com certeza”. Ao todo, 19% dos entrevistados demonstram fidelidade ao nome do parlamentar.
Apesar de aparecer numericamente na quarta posição na corrida pelo governo, Mateus Simões tem sua administração aprovada por 56% dos entrevistados. O atual governador assumiu o comando de Minas Gerais em março, após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.
A pesquisa também avaliou a disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado Federal. Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, aparece isolada na liderança, com 24% das intenções de voto.
Assim como ocorre na corrida pelo governo, a disputa pelas demais posições apresenta um cenário de proximidade entre os candidatos. Carlos Viana (PSD) e Domingo Sávio (PL) registram 13% cada, enquanto Marcelo Aro (PP) aparece com 12%. Áurea Carolina (PSOL) tem 9%.
Marco Antônio Superman (Novo) soma 4% das intenções de voto. Os demais candidatos aparecem com 1% cada: Ana Luiza do MLB (UP), Arcanjo Pimenta (MDB), Carlin Moura (Avante), Gustavo Galassi (PSDB), Manoel Carvalho (MDB) e Marcelo Heringer (PDT).
Os números refletem o cenário eleitoral registrado entre o fim de agosto e o início da campanha, e podem sofrer alterações conforme os candidatos ampliem a exposição, apresentem propostas e avancem as articulações políticas em Minas Gerais.







