
A comunidade nepalesa que vive no Brasil se mobilizou para ajudar as vítimas das fortes inundações que atingiram a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. A Associação de Nepaleses Não Residentes no Brasil (NRN Brasil) iniciou uma campanha de arrecadação de recursos para auxiliar principalmente as famílias que perderam suas casas após a tragédia.
Ao SBT News, o presidente da entidade, Sandes Lamichane, afirmou que os familiares dos nepaleses que vivem no Brasil estão bem e não foram diretamente atingidos. Segundo ele, a maior parte dos parentes está distante das regiões afetadas pelas enchentes.
Mais de 80 nepaleses vivem atualmente no Brasil, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, além de Santa Catarina. Mesmo sem integrantes da comunidade brasileira entre as vítimas, os nepaleses decidiram se unir para prestar assistência às pessoas que enfrentam as consequências do desastre.
“A gente não perdeu família, mas somos do Nepal e temos que ajudar um ao outro”, afirmou Lamichane.
Segundo o presidente da associação, a prioridade neste momento é atender as necessidades básicas das pessoas que ficaram sem moradia. A entidade está organizando a arrecadação de dinheiro para contribuir com a compra de itens essenciais e o atendimento emergencial das famílias afetadas.
“Neste momento, a urgência é para quem perdeu casa: comprar tenda, ter alimentação e medicamento. Essas três coisas primeiro. Depois, o governo vai organizar tudo devagar”, explicou.
A mobilização da comunidade nepalesa não se limita ao território brasileiro. Segundo Lamichane, grupos de nepaleses residentes em outros países também estão se organizando para arrecadar recursos e enviar ajuda às regiões atingidas.
Mesmo vivendo longe do país de origem, os integrantes da comunidade acompanham as informações sobre a tragédia e mantêm contato com familiares e conhecidos que estão no Nepal. A distância, segundo o presidente da associação, não diminui a preocupação com as vítimas.
“A gente está fora do país, mas a nossa mente está lá. Está todo mundo triste com o que aconteceu”, declarou.
As enchentes provocaram destruição em comunidades próximas ao rio Bhotekoshi, na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete. O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira no Himalaia, que causou uma elevação repentina do nível do rio e desencadeou uma forte enxurrada.
A força da água atingiu casas, estradas e pontes, deixando comunidades isoladas e dificultando o trabalho das equipes de resgate. O número de mortos e desaparecidos levou autoridades dos dois lados da fronteira a ampliar as operações de busca e atendimento às vítimas.
Para a comunidade nepalesa no Brasil, a arrecadação representa uma maneira de contribuir diretamente com as famílias que perderam seus bens e precisam de assistência imediata. A expectativa é que a mobilização continue nos próximos dias, enquanto as equipes de emergência avançam nas buscas e no atendimento às áreas mais afetadas.







