Fotos - Divulgação / Semsa

O Conselho Municipal de Saúde (CMS/Manaus) realizou, nesta quarta-feira, 30/9, a sua 9ª Assembleia Geral Ordinária do ano de 2026. Realizada mensalmente no auditório do Complexo de Saúde Oeste, no conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, zona Oeste, a pauta da assembleia incluiu uma apresentação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) em Manaus.

De acordo com o presidente do CMS Manaus, conselheiro Márcio Brandão Macêdo, a apresentação foi solicitada para que os conselheiros tivessem mais informações sobre o que é executado no cuidado em saúde mental na rede municipal.

“Com a inclusão na pauta, todos os conselheiros participando da reunião têm a oportunidade de acompanhar a apresentação, uma explicação sobre como a Semsa atua em relação a esse tema. E o conhecimento aqui é convertido para a população em geral”, apontou Márcio Macêdo.

A chefe da Divisão da Rede de Atenção Psicossocial da Semsa, psicóloga Jeane de Cássia de Melo Leite, realizou a apresentação destacando o funcionamento do fluxo da Rede de Atenção Psicossocial, com ênfase maior ao atendimento das pessoas com ideação suicida e comportamento suicida, e os serviços que podem ser acessados na rede.

A Raps, conforme explicou Jeane Leite, é uma rede integrada de serviços de saúde direcionada ao cuidado de pessoas com necessidade de atenção psicossocial, incluindo pessoas com ideação suicida ou que enfrentam problemas decorrentes do uso abusivo de álcool ou outras drogas.

“A Rede é composta por dispositivos como as Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial e Policlínicas na rede municipal, assim como os pontos de atendimento na rede estadual, hospitais, prontos socorros e o Serviço de Urgência e Emergência em Saúde Mental”, pontuou Jeane Leite.

A psicóloga destacou ainda que todos esses pontos de atendimento são dispositivos que podem ajudar pessoas com sofrimento psíquico, de acordo com os sintomas que o paciente apresentar no momento.

“Cada um desses serviços realiza a estratificação de risco no atendimento. Uma pessoa pode apresentar diferentes níveis na gravidade dos sintomas. Os pontos de atendimento identificam a situação de saúde e referenciam para os pontos de atenção mais compatíveis com a necessidade de cada pessoa atendida”, informou Jeane Leite.

O conselheiro João Marcos Dutra Batista, que representa a Associação Manifesta LGBT (Casa Miga Acolhimento LBGTIA), foi o autor do requerimento solicitando a apresentação aos conselheiros municipais de saúde durante a Assembleia Ordinária.

Ele explicou que o objetivo foi promover a discussão sobre saúde mental, que tem representado um grande desafio em saúde pública no Brasil e no mundo, assim como sobre a prevenção e o enfrentamento ao suicídio.

“O número de suicídios tem aumentado, principalmente entre os jovens. Então, a discussão em alusão ao Setembro Amarelo é uma forma de contribuir para o fortalecimento da rede de atenção psicossocial no município de Manaus, envolvendo a esfera pública municipal, o CMS, o controle social, transformando essa pauta em uma pauta qualificada para a construção de políticas públicas”, concluiu João Marcos.

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