Fotos: Divulgação / SES-AM

Retornar ao trabalho após a licença maternidade pode ser um momento desafiador para muitas mulheres. Para a nutricionista Aline Andrade, que atua no Instituto da Mulher Dona Lindu, esse processo foi marcado por acolhimento e segurança. Ao voltar à rotina profissional, ela encontrou nas Salas de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta (SAMTA) o suporte necessário para continuar oferecendo leite materno ao filho.

“Quando retornei, fui informada sobre a sala de amamentação e me senti muito mais tranquila. É um ambiente seguro, reservado e essencial. A gente consegue manter o aleitamento mesmo estando longe do bebê”, relatou.

A experiência de Aline reflete a realidade de outras trabalhadoras da rede estadual de saúde que contam com o serviço implantado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Atualmente, quatro maternidades da rede possuem Salas de Apoio certificadas pelo Ministério da Saúde: Ana Braga, Nazira Daou, Azilda Marreiro e o Instituto da Mulher Dona Lindu.

Os espaços são estruturados para garantir conforto, privacidade e segurança, permitindo a ordenha e o armazenamento adequado do leite materno durante o expediente. A iniciativa assegura que o alimento possa ser levado para casa ou destinado, de forma voluntária, aos Bancos de Leite Humano, beneficiando também bebês internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais.

Para Aline, mais do que uma estrutura física, a sala representa apoio em um momento delicado. “Já é difícil deixar o filho para voltar ao trabalho. Saber que eu podia continuar cuidando dele, mesmo à distância, fez toda a diferença. Para mim, foi essencial”, afirmou.

De acordo com o supervisor do posto de coleta do Instituto da Mulher Dona Lindu, Edmilson Rodrigues, o leite materno é fundamental para o fortalecimento da imunidade, prevenção de doenças e desenvolvimento saudável das crianças, destaca que o alimento é considerado a primeira vacina do bebê. “É um leite rico em anticorpos e nutrientes essenciais, que garante proteção e contribui para o desenvolvimento da criança, especialmente nos primeiros seis meses de vida”, explicou.

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