Equipes de emergência trabalham no local de ataque a sinagoga no Reino Unido • 02/10/2025 REUTERS/Phil Noble

O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de medidas contra a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) e outro grupo ligado a Teerã, após uma sequência de ataques antissemitas registrados em território britânico.

As novas ações fazem parte de uma estratégia para combater ameaças atribuídas a Estados estrangeiros e proíbem qualquer forma de apoio às organizações designadas, além de ampliar os poderes da polícia e das agências de inteligência para investigar e reprimir atividades relacionadas aos grupos.

Em comunicado, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a medida busca impedir a atuação de agentes ligados a governos estrangeiros no Reino Unido.

“Essas novas medidas facilitarão o processo judicial e a prisão de qualquer pessoa que realize o trabalho sujo deles aqui no Reino Unido”, declarou.

Guarda Revolucionária já era alvo de sanções

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) já é alvo de sanções impostas pelo governo britânico. Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a organização atua como uma das principais forças militares do Irã e é considerada fiel ao líder supremo da República Islâmica.

Além do IRGC, o governo britânico incluiu nas novas medidas o Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita, grupo apontado como responsável por uma série de ataques contra comunidades judaicas, alvos israelenses e veículos de comunicação em língua persa.

Segundo as autoridades britânicas, o grupo reivindicou a autoria de sete ataques, entre eles o incêndio criminoso que destruiu quatro ambulâncias da organização judaica Hatzola, em Golders Green, bairro de Londres, no dia 23 de março.

Medidas também atingem agência russa

O governo britânico também classificou a agência de inteligência militar da Rússia, a GRU, como uma ameaça à segurança nacional utilizando o novo mecanismo de combate à interferência estrangeira.

As designações anunciadas pelo governo ainda precisam ser aprovadas pelo Parlamento britânico antes de entrarem oficialmente em vigor.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais envolvendo o Irã, conflitos no Oriente Médio e preocupações crescentes com ações de grupos apoiados por governos estrangeiros em território europeu.

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