
As Forças Armadas dos Estados Unidos retomarão oficialmente, nesta terça-feira (14), o bloqueio naval aos portos do Irã, ampliando a pressão sobre o país em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a medida começará a valer às 17h (horário de Brasília) e atingirá embarcações que deixarem portos iranianos ou estiverem a caminho deles.
Em comunicado divulgado na rede social X, o Centcom orientou navegantes que operam na região do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz a acompanharem os avisos emitidos pelas autoridades navais norte-americanas e manterem contato com as forças dos EUA pelo canal marítimo 16.
“Recomenda-se a todos os navegantes que acompanhem as transmissões de Avisos aos Navegantes e entrem em contato com as forças navais dos EUA pelo canal 16 ao operarem nas proximidades do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz”, informou o comando militar.
Trump defende atuação dos EUA
Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos voltarão a atuar como “guardiões” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Segundo o presidente, empresas de transporte marítimo comercial deverão pagar uma taxa correspondente a 20% do valor das cargas, valor que, segundo ele, serviria para custear a segurança da região.
Segunda operação de bloqueio
De acordo com o Centcom, esta será a segunda operação de bloqueio naval contra portos iranianos.
A primeira ocorreu entre 13 de abril e 18 de junho, período em que as forças norte-americanas afirmam ter redirecionado mais de 140 embarcações que atenderam às determinações do bloqueio.
Ainda segundo o comando militar, nove navios que desrespeitaram as ordens foram neutralizados, enquanto mais de 50 embarcações transportando ajuda humanitária receberam autorização para atravessar a área bloqueada.
Forte presença militar
Até a última quarta-feira (8), os Estados Unidos mantinham 19 embarcações militares posicionadas no norte do Mar Arábico, entre elas dois porta-aviões e mais de dez contratorpedeiros, reforçando a presença naval norte-americana na região.
A retomada do bloqueio ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além de sucessivos incidentes registrados no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.







