
O governador Roberto Cidade (União Brasil) anuncia na manhã desta terça-feira (5), na sede do governo, no bairro Compensa, uma ampla reformulação no secretariado estadual. A primeira baixa atinge diretamente uma das áreas mais sensíveis da gestão: a economia.
O secretário de Estado da Fazenda, Alex Del Giglio, entregou carta de renúncia logo após a mudança de comando no Executivo estadual, segundo informações de bastidores. O substituto deve ser anunciado ainda durante a coletiva de imprensa.
A reformulação, no entanto, vai além da área econômica. Mudanças também estão previstas na Saúde, com a possível saída de Nayara de Oliveira Maksoud Moraes, e na Educação, onde Arlete Ferreira Mendonça deve deixar o cargo após ter o afastamento recomendado e aprovado pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), ainda em março, antes da renúncia de Wilson Lima.
Na Segurança Pública, também é esperada alteração no comando, atualmente exercido pelo coronel da Polícia Militar Anézio Brito de Paiva.
Além das secretarias, mudanças são cogitadas em órgãos estratégicos, como a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), sinalizando uma reestruturação mais ampla da máquina pública.
Nos bastidores, a expectativa é de que as alterações não se limitem ao primeiro escalão, alcançando também cargos de segundo nível, o que pode redesenhar a base administrativa e política da nova gestão.
De acordo com fontes, Alex Del Giglio optou por formalizar a renúncia como é praxe ao fim de um mandato ou em mudanças de governo — prática considerada comum na política brasileira. “Do nosso conhecimento, ele apenas seguiu o protocolo: entregou a carta e ficou aguardando a posição do governador”, afirmou uma fonte.
O nome de Del Giglio deve ser o primeiro a aparecer na lista oficial de exonerações a ser publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (5), abrindo caminho para uma reconfiguração na condução da política fiscal do Amazonas.
A saída ocorre em um momento estratégico e indica que, apesar do discurso inicial de estabilidade administrativa, Roberto Cidade já se movimenta para imprimir sua própria marca, especialmente em áreas-chave para o equilíbrio financeiro.
Disputa na Sefaz
Nos bastidores, a sucessão na Secretaria de Fazenda já mobiliza quadros técnicos da própria pasta. Embora tenha circulado o nome do vice-governador Serafim Corrêa como possível influência nas discussões, fontes indicam que a escolha deve recair sobre nomes da estrutura interna da Sefaz.
Dois auditores fiscais aparecem como favoritos:
- Dario José Braga Paim, com experiência em cargos estratégicos, incluindo a Secretaria Executiva da Receita;
- Fernando Silva Marquezini, atual chefe da Auditoria Tributária, com forte atuação técnica.
A tendência, segundo fontes, é de uma escolha com perfil técnico, garantindo continuidade na arrecadação e na gestão fiscal.
Movimento para consolidar gestão
A antecipação das mudanças reforça a estratégia de Roberto Cidade de consolidar rapidamente sua base de governo, mesmo com um mandato de duração reduzida.
A condução da Sefaz será peça-chave nesse processo, diante do compromisso assumido pelo governador de manter o equilíbrio fiscal e ampliar a eficiência do gasto público — pontos considerados essenciais para garantir investimentos e melhorar os serviços à população.







