
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, deve anunciar nesta quinta-feira (23) novas medidas relacionadas às tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano. O comunicado ocorre às vésperas do prazo final para a aplicação das tarifas globais de 10% previstas para entrar em vigor na sexta-feira (24). A informação foi confirmada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que não revelou o horário da manifestação.
Entre as medidas aguardadas está a possível confirmação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A cobrança faz parte de uma lista que envolve outros 59 países e está relacionada a uma investigação dos Estados Unidos sobre importações de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), os países incluídos na medida não teriam adotado ações consideradas suficientes para combater esse tipo de prática. A entidade afirma que o trabalho forçado gera uma vantagem competitiva considerada injusta e prejudica empresas norte-americanas, com base na legislação comercial do país.
Além da possível nova tarifa, o Brasil já passou a enfrentar uma sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos desde quarta-feira (22). A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, mecanismo utilizado por Washington para investigar e responder a práticas comerciais consideradas prejudiciais.
O governo dos Estados Unidos afirma que a investigação envolve diferentes áreas da relação comercial com o Brasil, incluindo regras relacionadas ao Pix, comércio digital, proteção de propriedade intelectual, tarifas aplicadas ao etanol produzido nos EUA, combate à corrupção e medidas contra o desmatamento ilegal.
A expectativa é que o anúncio de Greer esclareça como as novas tarifas serão aplicadas e quais países serão efetivamente atingidos pelas medidas. O tema aumenta a tensão nas relações comerciais entre Brasília e Washington, que já vinham passando por negociações envolvendo acesso a mercados e políticas econômicas dos dois países.







