
Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, desenvolveram um revestimento produzido a partir de cascas de abóbora que pode servir como alternativa às embalagens plásticas para alimentos. Em testes de laboratório, o material apresentou resultados positivos na conservação de tomates-cereja, oferecendo proteção contra bactérias, bloqueando melhor a luz ultravioleta e preservando a atividade antioxidante dos frutos por mais tempo.
O estudo foi publicado na revista científica Food Research International e utiliza como matéria-prima um resíduo que normalmente é descartado. As cascas de abóbora foram transformadas em partículas microscópicas de carbono, posteriormente combinadas com gelatina e fibras vegetais para formar o revestimento.
Tecnologia ainda precisa de novos testes
Durante os experimentos, os pesquisadores compararam tomates-cereja armazenados com o novo revestimento, com embalagem plástica convencional e sem qualquer proteção. Após 20 dias, o material à base de casca de abóbora apresentou melhor desempenho na proteção contra a radiação ultravioleta, no controle do crescimento de microrganismos e na preservação dos antioxidantes dos frutos. O plástico, porém, foi mais eficiente na redução da perda de umidade.
Os testes também indicaram baixa toxicidade do revestimento nas concentrações utilizadas. Segundo os pesquisadores, o material pode ser removido por lavagem antes do consumo, reduzindo ainda mais a exposição do consumidor.
Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda está em fase inicial. Os cientistas pretendem avaliar sua eficácia em outros alimentos e em condições semelhantes às da cadeia de distribuição. A equipe também estuda incorporar compostos naturais para ampliar a proteção contra fungos e explorar uma característica do material que permite sua fluorescência sob luz ultravioleta, o que poderá ser utilizado futuramente na identificação e rotulagem de embalagens.
Com informações de Metrópoles







